Brasília

Arthur Lira quer votar arcabouço fiscal na Câmara até 10 de maio

Lira afirma ter 'confiança plena' de que novo arcabouço fiscal será aprovado rapidamente no Congresso
Redação Portal Norte
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) disse nesta terça-feira (18), após receber do governo o projeto do novo arcabouço fiscal, que tem “confiança plena” de que o texto terá um “bom resultado” no Congresso.

Envie esta notícia no seu Whatsapp

Envie esta notícia no seu Telegram

O presidente da Câmara quer que o texto seja votado na Casa até o dia 10 de maio.

“Nós temos um compromisso e um desafio muito grande de discutir uma reforma tributária no primeiro semestre e é importante que nós tenhamos o arcabouço com todas as suas condicionantes discutidas e votadas antes da Reforma Tributária. Portanto, a gente tem prazo. Se nós pudermos cumprir o prazo de até 10 de maio na Câmara, eu acho que atende bem”, afirmou Lira.

Lira falou com a imprensa na saída de uma reunião, na qual o texto foi entregue, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com ministros no Palácio do Planalto.

O presidente da Câmara ainda disse que a escolha do relator do projeto na Câmara deve ser feita nesta quarta-feira (19), e que o nome do deputado ainda não foi definido.

Lira disse que pedirá o apoio dos líderes dos partidos para que a nova regra fiscal seja analisada direto no plenário da Câmara, sem passar por comissões.

Ele demonstrou confiança em uma aprovação ‘rápida’ do projeto.

“Nossa confiança é plena que nós teremos um bom resultado, uma boa lei, que servirá de base para outras medidas que se seguirão”, disse Lira.

RELACIONADAS

+ Com ajustes, governo entrega novo arcabouço fiscal ao Congresso

+ Contas públicas: arcabouço traz soluções e equilíbrio, diz Lula

+ Relator do arcabouço fiscal na Câmara deve ser deputado Claudio Cajado

Novo arcabouço fiscal

Pelo texto do arcabouço, a maioria das despesas vai ficar submetida a um mecanismo segundo o qual os gastos do governo só poderão crescer numa proporção do aumento das despesas, buscando o equilíbrio das contas públicas.

Conforme a proposta, ficarão de fora do novo limite de gastos a ser criado a partir do ano que vem:

  • Tansferências constitucionais
  • Créditos extraordinários
  • Transferências aos fundos de saúde dos estados, do Distrito Federal e dos municípios para pagamento do piso da enfermagem
  • Despesas com projetos socioambientais ou mudanças climáticas custeadas com recursos de doações ou de acordos judiciais ou extrajudiciais
  • Despesas das universidades públicas e dos hospitais federais e dos instituições federais
  • Despesas das instituições federais de educação, ciência e tecnologia, vinculadas ao MEC
  • Despesas de instituições científicas, tecnológicas e de inovação custeadas com receitas próprias, de doações ou de convênios, contratos ou outras fontes, celebrados com os demais entes federativos ou entidades privadas
  • Despesas com recursos vindo de transferências dos estados e municípios para a União destinados à execução direta de obras e serviços de engenharia
  • Despesas com eleições
  • Capitalização de empresas estatais não financeiras e não dependentes
  • Despesas relativas à cobrança pela gestão de recursos hídricos da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico
  • Gastos com gestão de floresta do Instituto Chico Mendes
  • Repasse de recursos ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb)
  • Precatórios relativos ao Fundeb