Brasília

Declaração de Belém será plano de ação detalhado e abrangente, diz Lula

Declaração de Belém sobre desenvolvimento sustentável na Amazônia é o plano de ação detalhado e abrangente, diz Lula.
Redação Portal Norte
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Nesta terça-feira (8), o presidente Lula (PT) afirmou durante a Cúpula da Amazônia que a Declaração de Belém que será adotada pelos chefes de Estado dos países amazônicos.

Conforme o petista, será um “plano de ação detalhado e abrangente para o desenvolvimento sustentável da Amazônia”.

“A declaração presidencial desta cúpula mostra que o que começamos em Letícia e agora consolidamos em Belém não é apenas uma mensagem política: é um plano de ação detalhado e abrangente para o desenvolvimento sustentável na Amazônia”, disse Lula.

+ Envie esta íntegra no seu WhatsApp

+ Envie esta íntegra no seu Telegram

Durante o discurso em Belém, Lula ainda destacou a importância da Amazônia para o planeta.

“A Amazônia não é e não pode ser tratada como um grande depósito de riquezas. Ela é uma incubadora de conhecimentos e tecnologias que mal começamos a dimensionar. Aqui podem estar soluções para inúmeros problemas da humanidade – da cura de doenças ao comércio mais sustentável. A floresta não é um vazio a ser ocupado, nem um tesouro a ser saqueado. É um canteiro de possibilidades que precisa ser cultivado”, acrescentou o presidente.

Tratado de Cooperação Amazônica

No mês passado, Lula visitou a cidade de Letícia, na Colômbia, para uma reunião técnico-científica dos países da Amazônia.

Na ocasião, o presidente defendeu o fortalecimento da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) e de outros mecanismos de controle social.

Lula mencionou, por exemplo, o Parlamento Amazônico, além de instâncias científicas e de monitoramento da floresta para orientar políticas públicas.

Nesta terça (8), em Belém, o presidente reforçou que é preciso cuidar das 50 milhões de pessoas que vivem na Amazônia.

O governo afirmou que está comprometido em zerar o desmatamento até 2030 e aposta em uma transição econômica para a região amazônica, baseada na industrialização e infraestrutura verdes, na sociobioeconomia e nas energias renováveis.

Também haverá o fomento à restauração de áreas degradadas e à produção de alimentos, com base na agricultura familiar e nas comunidades tradicionais.

“Para resolvermos os problemas da região, precisamos reconhecer que ela também é um lugar de carências socioeconômicas históricas. Não é possível conceber a preservação da Amazônia sem resolver os múltiplos problemas estruturais que ela enfrenta. A Amazônia é rica em recursos hídricos, mas em muitos lugares falta água potável. A despeito da sua grande biodiversidade, milhões de pessoas na região ainda passam fome. Redes criminosas hoje se organizam transnacionalmente, aumentando a insegurança por toda a região”, informou o presidente em Belém.

Segurança em Manaus

Na segurança, deve ser estabelecido, em Manaus, um centro de cooperação policial internacional para enfrentar os crimes que afetam a região.

O total de 34 novas bases fluviais e terrestres, com a presença de forças federais e estaduais, fazem parte do novo plano de segurança para a Amazônia.

A proposta também deve contar com apoio das Forças Armadas na fronteira.

No futuro será criado um sistema integrado de controle de tráfego aéreo na região amazônica.

RELACIONADAS

+ Cúpula da Amazônia: manifestantes pedem fim da exploração de petróleo

+ Vídeo: países debatem tratado de cooperação na Cúpula da Amazônia

+ Nicolás Maduro cancela participação na Cúpula da Amazônia, em Belém

+ Indígenas são atingidos por disparos a 200 km da Cúpula da Amazônia

Cúpula da Amazônia

A Cúpula da Amazônia reúne os países da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), criada em 1978, que estava há 14 anos sem uma reunião.

Neste ano, o encontro é realizado em Belém, no Pará, na região Norte do país.

Países que formam a organização:

  • Brasil;
  • Bolívia;
  • Colômbia;
  • Equador;
  • Guiana;
  • Peru;
  • Suriname; e
  • Venezuela.

Este é o único bloco socioambiental da América Latina.

Foram convidados pelo governo federal para participar da Cúpula a Guiana Francesa que não está na Organização, mas possui territórios amazônicos, Indonésia, da República do Congo e da República Democrática do Congo, países com grandes florestas tropicais ainda em pé.