A Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) rebateu os ataques feitos pela Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras) ao Polo Industrial de Manaus (PIM).
A Afrebras publicou um manifesto contra a desigualdade mercadológica e a favor de uma “tributação justa” na última sexta-feira, 3, na qual classificou o PIM como “sanguessuga estatal”.
Em nota, o presidente da Fieam, Antônio Silva, repudiou os ataques e destacou o papel fundamental do polo do Amazonas para toda a indústria nacional de refrigerantes, incluindo as próprias associadas da Afrebras.
“As indústrias locais fornecem mais de 90% de todo o concentrado vendido para as centenas de pequenas, médias e grandes indústrias de bebidas espalhadas pelo Brasil. Como consequência, todos os fabricantes brasileiros de refrigerantes também se beneficiam das compensações geradas a partir dos créditos tributários”, lembrou Silva.
Para o presidente da Fieam, o manifesto da Associação é “intempestivo e despropositado”.
Antônio Silva destacou também a falta de conhecimento, por parte dos representantes da Afrebras, em relação à realidade do modelo Zona Franca de Manaus.
“Essa Afrebras não sabe o que fala e não nos conhece”, reclamou o presidente.
Segundo ele, a Associação de refrigerantes foi extremamente desrespeitosa “ao se referir ao modelo Zona Franca de Manaus como uma fábrica de créditos de impostos. A associação é extremamente desrespeitosa com este que é um dos mais importantes e exitosos modelos de desenvolvimento do país”.
O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL), também criticou os ataques ao PIM.
“Essa associação tem tradição desse tipo de iniciativa. A grande maioria das associações respresentativas da indústria hoje reconhece a importância do modelo ZFM”, ressaltou.
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