SEGURANÇA

Barroso diz que SP deve seguir regras do Ministério sobre câmeras

STF determina que São Paulo siga diretrizes do Ministério da Justiça na implementação de câmeras corporais na Polícia Militar e acompanhará efetividade dos equipamentos.
Redação Portal Norte
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, se manifestou nesta segunda-feira (10) sobre a licitação para compra de câmeras corporais para a Polícia Militar do estado de São Paulo. Barroso decidiu que o governo do estado deverá seguir os parâmetros definidos pelo Ministério da Justiça (MJ) e Segurança Pública na operação.

A decisão de Barroso é em resposta a ação da Defensoria Pública de São Paulo. O ministro também decidiu que o governo deverá enviar ao Supremo um relatório sobre a efetividade dos equipamentos. O prazo para envio é de seis meses após a implementação das câmeras. 

Segundo o ministro, o governo estadual se comprometeu a implantar as câmeras nas atividades policiais. No entanto, o STF fará o monitoramento do cumprimento da portaria do Ministério da Justiça.

“É preciso que o Núcleo de Processos Estruturais e Complexos do STF (Nupec) continue o monitoramento, de modo a assegurar que não haja retrocesso que possa comprometer a continuidade da política pública de uso de câmeras corporais”, argumentou Barroso.

Conforme a portaria do MJ, os profissionais de segurança pública em todo o país devem usar as câmeras, quando disponíveis, em 16 situações que envolvem atendimento de ocorrências, buscas pessoais, patrulhamento, entre outras.

A norma também diz que a gravação das imagens captadas pode se dar por por acionamento do próprio policial ou por uma central. 

Mais cedo, a PM de São Paulo determinou o acionamento das câmeras corporais em todas as ocorrências e abordagens.