POLÍTICA

Deputados pedem adiamento da votação da Reforma Tributária

Oposição questiona cronograma apertado e pede mais tempo para análise de texto com 515 páginas. Deputados argumentam que projeto deveria passar por comissões específicas antes de votação em plenário.
Redação Portal Norte
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Parlamentares da oposição pediram nesta quarta-feira (10) o adiamento da votação da regulamentação da Reforma Tributária.

O presidente da Câmara, Arthur Lira, cancelou as comissões da semana para dar agilidade na votação da proposta.

Mas, segundo os deputados, não há tempo hábil para iniciar a votação. A nova versão publicada hoje tem 515 páginas.

O deputado Pauderney Avelino (União-AM) disse que “os parlamentares não tiveram tempo suficiente para ler os artigos”.

Já o líder do PL na Câmara, deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), e o deputado Gilson Marques (Novo-SC) já haviam pedido o adiamento da discussão em uma sessão anterior.

A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) criticou o projeto, argumentando que deveria passar por 8 comissões diferentes.

Segundo ela, cada comissão possui um rito, prazo, proporção partidária, e tempo específico para apresentar emendas e realizar audiências, mas o processo está sendo conduzido de forma apressada.

Além disso, ela lamentou a ausência de membros do Sul e do Sudeste no grupo de trabalho do projeto:

“O fato é que Sul e Sudeste, que representam a maior parte do PIB e da população, não estava presente neste grupo de trabalho”, comentou.

Discussão

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (9), por 322 votos a favor e 137 contrários, o requerimento de urgência para a votação do Projeto de Lei Complementar de Regulamentação da Reforma Tributária (PLP 68/24).

Portanto, com a aprovação da urgência, o projeto será votado diretamente em plenário.

Nova versão

Hoje, deputados na Câmara dos Deputados apresentaram um novo substitutivo na Reforma Tributária.

Com a mudança, todos os medicamentos registrados na Anvisa ou produzidos por farmácias de manipulação terão isenção de 60%, ampliando os benefícios em comparação à versão anterior, que previa redução para uma lista de 850 remédios.

Isso significa que os medicamentos populares, dispensados de prescrição, terão alíquota reduzida, anteriormente estimada em 26,5%.

Além disso, até o momento, os parlamentares mantiveram as carnes sem isenção.

O debate segue no Plenário da Câmara.

Fique informado com o Portal Norte, seu portal de notícias para Amazonas, Brasília, Acre, Roraima, Tocantins e Rondônia. Notícias precisas e atualizadas.