POLÍTICA TRIBUTÁRIA

Reforma Tributária: armas ficam de fora do imposto seletivo

Câmara rejeita proposta de incluir armas no Imposto Seletivo, mantendo carga tributária menor para munições após extinção do IPI em 2027.
Redação Portal Norte
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A deputada Erika Hilton (Psol-SP) propôs uma emenda para incluir armas e munições no Imposto Seletivo do texto da reforma tributária.

No entanto, o Plenário rejeitou a proposta com 316 votos contra e 155 a favor. O quórum necessário de 308 votos não foi alcançado.

Na votação da emenda constitucional da reforma tributária, 293 deputados votaram a favor de incluir as armas nesse imposto, enquanto 178 foram contra.

Com a extinção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) prevista para 2027, certos produtos com alíquotas mais elevadas terão a perda de arrecadação compensada pelas alíquotas do IBS e da CBS.

Assim, armas e munições terão uma tributação total de consumo menor do que atualmente, com uma redução de 55% com o fim do IPI.

Desde outubro de 2023, o governo federal restabeleceu a alíquota do IPI para armas em 55%.

Segundo estimativas do Executivo, essa medida tem o potencial de arrecadar aproximadamente R$ 1,1 bilhão de 2024 a 2026.

Por não serem considerados produtos prejudiciais à saúde humana, armas e munições permitirão aos beneficiários do cashback obter a devolução de 20% das alíquotas de CBS/IBS incidentes.

Ademais, outros produtos com IPI mais elevado, como automóveis, cigarros e bebidas, terão o IPI parcialmente compensado pelo Imposto Seletivo, devido ao impacto ambiental negativo que causam.

Além de armas e munições, perfumes (42% de IPI) e aparelhos de ar-condicionado (13% a 35%) também terão a carga tributária reduzida.

Reforma Tributária

A Câmara concluiu a votação do projeto que regulamenta a reforma tributária (PLC 68/24), incorporando alterações em relação ao projeto original do Poder Executivo.

Posteriormente, o projeto será encaminhado ao Senado.

A proposta trata da cobrança do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto Seletivo (IS), que substituirão o PIS, a Cofins, o ICMS, o ISS e parcialmente o IPI.

O texto também estabelece percentuais de redução para diversos setores e produtos.

Além disso, inclui benefícios tributários como crédito presumido, reduções de base de cálculo, imunidades, isenções e outros incentivos.

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