TRAGÉDIA NO EXTERIOR

Mulher roraimense morre ao cair do 17º andar de prédio no Vietnã

Roraimense de 30 anos cai de prédio no Vietnã e morre; namorado irlandês foi detido pela polícia local e circunstâncias do caso ainda são investigadas.
Redação Portal Norte
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Rosimeiry Samuel Franco, uma mulher de 30 anos natural de Boa Vista, Roraima, faleceu ao cair do 17º andar do prédio onde residia na cidade de Ho Chi Minh, no sul do Vietnã, no dia 3 de agosto. A família está buscando apoio para trazer o corpo de volta ao Brasil, segundo informações do G1.

Rosimeiry estava no Vietnã desde julho de 2024. O Itamaraty informou que está acompanhando a situação.

Ainda não foi esclarecido se a mulher caiu ou se foi empurrada do prédio. De acordo com a família, o namorado dela, que possui nacionalidade irlandesa, foi detido pela polícia local.

O irmão de Rosimeiry, Luiz Franco, relatou ao G1 que a polícia do Vietnã ainda não forneceu detalhes precisos sobre o caso. A família foi informada sobre a morte por meio do namorado, que está sob custódia desde sábado.

“O que sabemos até agora são apenas informações vagas. O namorado dela está detido pela polícia, e estamos aguardando a conclusão do inquérito para que a funerária possa iniciar o processo de translado”, explicou Luiz.

“Não há muito o que possamos fazer quanto à demora, estamos em contato constante com a embaixada e esperando respostas. Como os fusos horários são diferentes, isso também complica”, acrescentou.

De acordo com a imprensa local, o corpo de Rosimeiry foi encontrado nu em uma rua no bairro Long Binh, um dos distritos de Ho Chi Minh.

Antes de se mudar para o prédio no Vietnã, a mulher morava na Irlanda com o namorado, onde trabalhava vendendo pacotes de intercâmbio em uma escola de idiomas. Ela havia vivido na Irlanda por aproximadamente sete anos.

O casal decidiu se mudar para o Vietnã após o namorado receber uma proposta de emprego. A expectativa era de que Rosimeiry também começasse a trabalhar no país.

Contato com a embaixada

Com a morte de Rosimeiry, a família contatou o Ministério das Relações Exteriores para tentar repatriar o corpo e obter mais informações sobre as circunstâncias de sua morte. Eles aguardam a liberação do corpo, que está em um necrotério em Ho Chi Minh.

“Já entramos em contato com a Embaixada Brasileira no Vietnã e conseguimos organizar a documentação e os trâmites legais. Como as leis locais são rígidas, a polícia não nos passa muitas informações. A nossa embaixada está fazendo o possível para nos manter informados, embora ainda saibamos pouco”, afirmou Luiz.

Para acelerar o translado do corpo ao Brasil, a família está realizando uma campanha de arrecadação de fundos nas redes sociais. Estima-se que serão necessários R$ 80 mil para que o corpo seja trazido pelo menos até São Paulo (SP), distante cerca de 4.626 km de Boa Vista.

Amigas de Rosimeiry que residem na Europa também estão organizando uma campanha para ajudar a cobrir os custos internacionais.

Nota sobre o caso da mulher

Em nota enviada ao G1, o Itamaraty informou que acompanha o caso através da Embaixada do Brasil em Hanói, capital do Vietnã. Segundo o decreto 9.199/2017, o “traslado dos restos mortais de brasileiros falecidos no exterior é responsabilidade da família e não pode ser financiado com recursos públicos”.

“O Itamaraty esclarece que, em caso de falecimento de um cidadão brasileiro no exterior, as Embaixadas e Consulados podem prestar orientações gerais aos familiares, facilitar o contato com as autoridades locais e emitir documentos, como o atestado consular de óbito, após a conclusão dos procedimentos obrigatórios das autoridades locais”, informou.

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