MEIO AMBIENTE

Poluição do ar em Rio Branco está 96 vezes acima do limite

Monitoramento da IQAir aponta níveis críticos de poluição atmosférica na capital acreana, com concentração de partículas finas quase 100 vezes superior ao recomendado pela OMS.
Redação Portal Norte
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A plataforma IQAir, que monitora o Índice de Qualidade do Ar (IQA) globalmente, divulgou na manhã desta sexta-feira, 20, que Rio Branco, capital do Acre, alcançou índices críticos de poluição atmosférica.

Segundo o monitoramento realizado por estações locais, a cidade apresentou um IQA de 809, com o material particulado fino (PM2.5) como principal poluente.

A concentração desse poluente chegou a 480,7 µg/m³, uma quantidade classificada como “perigosa” e muito acima dos limites recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A OMS estabelece um valor de referência anual de 5 µg/m³ para PM2.5, o que torna o cenário em Rio Branco extremamente preocupante.

A concentração de PM2.5 é 96,1 vezes superior ao nível considerado seguro, o que representa uma ameaça direta à saúde pública. Grupos vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas com doenças respiratórias, são os mais afetados pelas condições atmosféricas severas.

Além disso, a plataforma também divulgou dados alarmantes de outras cidades do Acre. Em Xapuri, por exemplo, a concentração de PM2.5 atingiu 244,4 µg/m³, um índice considerado “péssimo” e que apresenta sérios riscos à saúde dos moradores.

Já em Manoel Urbano, a situação também é crítica, com a concentração de poluentes chegando a 66,6 µg/m³, classificada como “perigosa”.

Por fim, especialistas recomendam que a população de Rio Branco adote medidas de proteção, como evitar atividades ao ar livre e utilizar máscaras apropriadas por conta do nível de poluição.

SELVA detecta instabilidade na qualidade do ar no Acre nesta sexta (20)

A qualidade do ar no Acre mostra, nesta sexta-feira (20), instabilidades significativas, segundo o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA).

A poluição do ar se classificou em cinco níveis: “boa”, “moderada”, “ruim”, “muito ruim” e “péssimo”.

A maioria das localidades se encontra na categoria “péssimo”, com concentrações de partículas inaláveis de 6 a 471 micrômetros por metro cúbico (µg/m³).

Contudo, em Rio Branco, os níveis variam entre 317 e 471 µg/m³. Confira outros municípios que também enfrentam índices alarmantes.

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