AMAZONAS

Barco naufraga após bater em pedra em Manacapuru; veja vídeo

Seca extrema no interior deixa águas rasas e causa colisão com pedra; todos os tripulantes foram resgatados com segurança.
Redação Portal Norte
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Na noite desta quarta-feira (9), um barco naufragou após colidir com uma pedra nas proximidades da Comunidade Ilha do Marrecão, localizada na zona rural de Manacapuru, no interior do Amazonas.

O incidente ocorreu em águas rasas, resultado da seca extrema que afeta a região. Moradores da comunidade agiram rapidamente para resgatar os seis tripulantes que estavam a bordo. Em vídeos compartilhados nas redes sociais, é possível ver o barco virado e as famílias tentando retirar seus pertences.

De acordo com a Prefeitura de Manacapuru, a embarcação pertencia a uma família que transportava mercadorias para Manaus. Felizmente, não houve vítimas fatais. A família recebeu suporte da Defesa Civil, atendimento emergencial do Corpo de Bombeiros e assistência da Prefeitura.

A Capitania dos Portos foi acionada e esteve no local para investigar o acidente e orientar sobre medidas de segurança na área.

Nesta quinta-feira (10), a Defesa Civil Municipal fará uma nova visita à comunidade para oferecer apoio social às pessoas afetadas.

Tragédia em Manacapuru: entenda fenômeno que atingiu porto

O desabamento de grande parte do Porto da Terra Preta, no município de Manacapuru, a 68 quilômetros de Manaus, tem relação com o fenômeno “terras caídas”.

Parte do Porto da Terra Preta desabou, na tarde do dia 7 de outubro. O deslizamento “engoliu” barcos, flutuantes e pontes. A Secretaria de Segurança do Amazonas (SSP-AM) afirmou que ao menos uma criança de 6 anos se encontra desaparecida. Conforme a Defesa Civil, ainda não há informações de vítimas.

O desabamento é conhecido na Amazônia como “terras caídas”. De acordo com a pesquisa “O fenômeno das terras caídas: uma mudança natural na paisagem e suas implicações aos moradores da comunidade da Barreira do Andirá no município de Barreirinha-AM”, o termo é usado para caracterizar uma “erosão fluvial acelerada”, ou seja, o desgaste das margens dos rios.