EDUCAÇÃO

PL quer que ribeirinhos sejam beneficiados no sistema de cotas

Projeto de lei propõe incluir estudantes ribeirinhos no sistema de cotas para ensino superior, reconhecendo comunidades tradicionais que ainda não têm acesso às políticas afirmativas.
Redação Portal Norte
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Um Projeto de Lei (PL 2117/24) quer incluir estudantes ribeirinhos entre os beneficiários do sistema de cotas para conseguirem ter acesso ao ensino superior.

Ribeirinhos são pessoas que residem próximos dos rios e têm a pesca como sua principal atividade de sobreivência.

O projeto é de autoria do deputado federal Airton Faleiro (PT-PA), que ressaltou o fato dos ribeirinhos fazerem parte das chamadas comunidades tradicionais, contudo, ainda não estão incluídos nas cotas, segundo o Poder360.

“O contigenteformado por esse segmento pode não ser numericamente muito expressivo, mas seu perfil certamente justifica sua inclusão entre aqueles considerados nas políticas afirmativas, como é o caso da política de cotas para acesso às intituições federais de ensino”, explicou o deputado.

Essa proposta deve ser analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Direitos Humanos, Minorisas e Igualdade Racial, de Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais, de Educação e de Constituição e Justila e de Cidadania.

Para virar lei e entrar em vigor, é necessário que a proposta seja aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

Como funcionam as cotas?

As cotas no Brasil são políticas públicas voltadas para promover a inclusão e reduzir desigualdades, especialmente em setores como educação e emprego. Elas são uma forma de ação afirmativa que visa corrigir desvantagens históricas e sociais enfrentadas por certos grupos da população, como pessoas negras, indígenas e de baixa renda.

A Lei de Costas reserva, no mínimo, 50% das vagas disponíveis em universidades e em institutos federais, em cada processo seletivo, curso e turno, para estudantes que tenham cursado o ensino médio em escolas públicas.

Na última atualização, o cotista passa a concorrer, primeiramente, nas vagas de ampla concorrência e, depois, nas reservas para cotas.

Das vagas reservadas, 50% são destinadas a estudantes cuja renda familiar per capita é de até um salário mínimo e meio, enquanto os outros 50% são direcionados a alunos com renda superior a esse valor.