O Conselho de Urbanismo de Rio Branco aprovou esta semana o novo Plano Diretor da cidade, que traz mudanças significativas para organizar e modernizar a capital acreana.
A proposta, que agora segue para análise da Câmara de Vereadores, busca flexibilizar normas, fomentar o desenvolvimento urbano e preparar a cidade para os próximos 10 anos.
Entre as principais medidas, o plano atualiza o zoneamento urbano, redefine áreas de moradia, comércio e indústria, e promove ajustes para estimular o crescimento sustentável.
Zoneamento modernizado e desenvolvimento
O novo zoneamento destaca o reordenamento do Distrito Industrial, que passou a ter um perfil mais habitacional. Já a região do Calafate é apontada como exemplo de crescimento planejado, com a expansão de condomínios, empresas e prédios residenciais.
De acordo com o secretário de Infraestrutura, Cid Ferreira, o objetivo é eliminar os entraves que dificultavam o progresso da cidade.

Mudanças nas construções urbanas
- Áreas de risco: o novo plano atualiza a classificação e o tratamento das zonas sujeitas a desastres naturais, garantindo maior segurança para os moradores.
- Classificação de uso: houve uma revisão nas categorias de uso do solo, facilitando o equilíbrio entre áreas residenciais, comerciais e industriais.
- Distância entre postos de combustíveis: a redução do espaçamento obrigatório de 1.200 metros para 100 metros amplia a flexibilidade e promove maior acessibilidade aos serviços.
- Índices urbanísticos: parâmetros como coeficiente de aproveitamento e taxa de ocupação foram ajustados para atender às necessidades de crescimento da cidade.
- Macrozona rural: o plano redefine os limites das áreas rurais, assegurando a preservação ambiental e o uso sustentável do território.
- Polígono das zonas: a delimitação geográfica de zonas urbanas foi atualizada para refletir melhor o crescimento populacional e econômico de Rio Branco.
- Recuo para edificações lindeiras à BR e Via Verde: a distância mínima para construções nessas áreas foi reduzida de 15 para 5 metros, facilitando a ocupação e incentivando o desenvolvimento urbano.
- Vagas de estacionamento: a nova norma diminui a obrigatoriedade de vagas em empreendimentos como shoppings e supermercados, favorecendo o aproveitamento do espaço urbano.
Impactos para o futuro de Rio Branco
Segundo a arquiteta Ana Cunha, mestre pela Escola de Engenharia da Universidade Federal Fluminense, acompanha de perto todo o processo de revisão do plano, essas alterações visam adaptar a cidade aos desafios contemporâneos, ao mesmo tempo em que promovem um equilíbrio entre crescimento econômico e qualidade de vida.
A revisão do plano também reflete um esforço coletivo para integrar aspectos técnicos e as demandas da população.
Segundo ela, essas mudanças têm o potencial de transformar Rio Branco em uma cidade mais moderna e inclusiva, com foco na sustentabilidade e no bem-estar dos moradores.
Com a aprovação do plano, o município espera atrair novos investimentos, melhorar a mobilidade urbana e garantir que o crescimento da capital ocorra de forma planejada e ordenada.
O documento ainda passará por debate na Câmara de Vereadores antes de sua sanção definitiva pelo prefeito.
Com informações de ac24horas e Gazeta.net.