POLÍTICA

‘Absurdo e inconstitucional’, diz Van Hattem sobre inquérito da PF

Deputado do Novo-RS critica possível novo inquérito da PF após suas declarações em comissão da Câmara sobre delegado da corporação.
Redação Portal Norte
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Nesta quinta-feira (11), o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) classificou como “absurdo e inconstitucional” a possibilidade de um novo inquérito da Polícia Federal contra ele devido a novas falas feitas na Câmara dos Deputados.

A declaração foi dada ao jornal Correio Braziliense após informações de que a PF pode vir a investigar o parlamentar por crime contra a honra.

A polêmica teve início na terça-feira (3), durante uma sessão da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, que contou com a presença do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Na ocasião, van Hattem desafiou o diretor da PF:

“Se há entendimento de que eu estou cometendo um crime contra a honra, por que o chefe da Polícia Federal, diretor Andrei, que está aqui, não me prende agora? Se é um crime contra a honra que eu estou cometendo, que me prenda.”

disse van Hattem

A fala veio após o deputado ser indiciado por difamação contra o delegado da PF, Fábio Shor. Em 14 de agosto, van Hattem acusou Shor de produzir “relatórios fraudulentos” sobre Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na quarta-feira (4), o jornal Folha de S. Paulo informou que o diretor-geral da PF estaria disposto a abrir um novo inquérito para investigar se houve crime contra a honra por parte do deputado em suas falas durante a sessão.

Van Hattem, no entanto, rebateu as acusações e criticou a postura da PF:

“Além de uma atitude absurda e inconstitucional, é também uma sinalização de que o delegado quer continuar esgrimado com o Parlamento. Em vez de corrigir sobre o inquérito anterior, nulo de direito, preferiu dobrar a aposta uma semana depois de Arthur Lira deixar claro que ninguém avançaria sobre as nossas imunidades, que são uma proteção não só dos parlamentares mas também dos eleitores que representam”, afirmou.

Até o momento, a Polícia Federal não confirmou a abertura de um novo inquérito.