A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11), revela que a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é aprovada por 52% dos brasileiros e reprovada por 47%. Apenas 1% dos entrevistados não souberam ou não responderam à pergunta.
O levantamento aponta uma estabilidade na percepção do eleitorado, com a diferença de apenas cinco pontos percentuais entre aprovação e reprovação, comparado à pesquisa anterior.
A pesquisa mostra que, apesar de alguns altos e baixos ao longo do ano, a avaliação do governo permanece em níveis semelhantes desde o início de 2024.
O ponto mais alto da aprovação foi em julho, quando 54% dos brasileiros aprovaram o trabalho de Lula.
Desempenho regional e setorial
A maior aprovação do governo Lula vem da região Nordeste, onde 67% dos eleitores aprovam a gestão.
Já no Sudeste, a desaprovação é maior, com 53% dos entrevistados reprovando o governo.
Nos estados de Goiás, São Paulo e Paraná, a aprovação é mais baixa, variando entre 41% e 44%.
Na região Norte, a desaprovação fica em 50% e a aprovação em 48%.
Felipe Nunes, diretor da Quaest, destaca que a principal razão para a estabilidade nos números é a dificuldade do governo em comunicar suas ações e resultados econômicos.
O recente pacote de corte de gastos do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi conhecido por apenas 38% dos entrevistados.
Aprovação por demografia e renda
A pesquisa também revela diferenças significativas de aprovação entre diferentes grupos demográficos.
Entre as mulheres, Lula é aprovado por 54% e reprovado por 44%. Já entre os homens, a aprovação é de 49%, com uma reprovação de 50%.
Quanto à renda, 63% dos eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos aprovam o governo, enquanto entre aqueles que ganham mais de cinco salários mínimos, a reprovação sobe para 59%.
Expectativas futuras
Apesar das críticas, algumas medidas do governo têm grande apoio popular. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha mais de 5 mil reais, por exemplo, foi aprovada por 75% da população, mas apenas 43% dos entrevistados sabiam da medida no momento da pesquisa.
Isso indica que a aprovação do governo pode melhorar à medida que as ações se tornem mais conhecidas.
A pesquisa foi realizada entre os dias 4 e 9 de dezembro e ouviu 8.598 pessoas, com margem de erro de 1 ponto percentual para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.