ECONOMIA

Inflação: veja quais setores são os vilões da alta de preços em janeiro

Passagens aéreas, combustíveis e alimentos puxam inflação em janeiro, enquanto energia elétrica registra queda significativa.
Redação Portal Norte
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As passagens áreas, os combustíveis e o setor de alimentos e bebidas tiveram uma alta de preços no mês de janeiro.

É o que mostra estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta sexta-feira (24).

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação, avançou 0,11% em janeiro, após taxa de 0,34% em dezembro de 2024.

As maiores influências vieram dos grupos de Alimentação e bebidas, que registrou alta de 1,06% e do grupo de Transportes, com aumento de 1,01%.

As passagens aéreas subiram 10,25% em janeiro e tiveram o maior impacto na subida nos preços dos transportes.

O setor de combustíveis teve alta de 0,67%, com houve aumentos nos preços do etanol (1,56%), do óleo diesel (1,10%), do gás veicular (1,04%) e da gasolina (0,53%).

O único que teve queda foi o grupo de Habitação (-3,43%), com impacto do recuo da energia elétrica, que caiu 15,46% em janeiro.

Alimentos

A alta de preços da Alimentação e bebidas (1,06%), que puxou a inflação do mês, foi influenciada pelo tomate e café moído – uma subida de 17,12% e 7,07%, respectivamente.

A alimentação no domicílio registrou variação de 1,10% em janeiro. Por outro lado, a alimentação fora do domicílio desacelerou de 1,23% em dezembro para 0,93% em janeiro.

Tanto o lanche (0,98%) quanto a refeição (0,96%) tiveram variações inferiores às observadas no mês anterior (1,26% e 1,34%, respectivamente).

Transportes

A outra grande contribuição para a inflação de janeiro veio do grupo Transportes (1,01%), influenciado pelas passagens aéreas,

Quanto aos tipos de transportes, o ônibus urbano apresentou variação de 0,46%. Houve reajustes nas tarifas dos ônibus urbanos:

  • Belo Horizonte (4,00%), devido ao reajuste de 9,52% a partir de 1º de janeiro;
  • Rio de Janeiro (2,79%), com reajuste de 9,30% a partir de 5 de janeiro;
  • Salvador (2,48%), com o reajuste de 7,69% a partir de 4 de janeiro; Recife (1,46%), com o reajuste de 4,87% a partir de 5 de janeiro;
  • São Paulo (-4,24%), com o reajuste de 13,64% a partir de 6 de janeiro.

O táxi também aumentou (3,08%), nos seguintes estados:

  • No Rio de janeiro, em decorrência do reajuste de 7,83% a partir de 02/01;
  • Em São Paulo, foram registrados aumentos de 1,00% no trem e no metrô, em razão do reajuste de 4,00% nas passagens a partir de 06 de janeiro.

Barateamento dos alimentos

governo federal está trabalhando em um plano para conter a alta dos preços dos alimentos.

Nesta sexta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne com ministros do governo para discutir medidas concretas que buscam reduzir os custos de produção e implementar políticas que incentivem a produção e a oferta de alimentos.

O objetivo é encontrar um equilíbrio entre controlar os preços e garantir a segurança alimentar da população.

Em primeira reunião ministerial no Palácio do Planalto, Lula declarou que baratear o preço dos alimentos que chegam à mesa do trabalhador é a prioridade do governo em 2025.

Na quinta-feira (23), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a queda do dólar deve afetar o preço dos alimentos.