RELAÇÕES EXTERIORES

Lula se reúne com Mauro Vieira para discutir crise de deportação de brasileiros dos EUA

Lula se reúne com chanceler para avaliar participação em cúpula de emergência da Celac sobre deportações. Brasil cobra explicações aos EUA sobre tratamento degradante dado a brasileiros repatriados.
Redação Portal Norte
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne, na manhã desta segunda-feira (27), com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para discutir a crise de deportação dos imigrantes brasileiros dos Estados Unidos.

A deportação faz parte de uma política de endurecimento contra a imigração ilegal implementada no governo de Donald Trump.

A crise migratória ocorre após brasileiros relatarem terem sido vítimas de maus-tratos durante voo de volta ao Brasil.

O objetivo do encontro no Palácio do Planalto é avaliar a participação do petista em uma reunião de emergência com outros países latino-americanos sobre o tema.

Segundo informações da CNN, a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) convocou “em caráter urgente” um encontro de presidentes para esta quinta-feira (30).

A reunião terá caráter híbrido, ou seja, Lula poderá participar de forma remota. No entanto, o chanceler Mauro Vieira deve ser orientado a viajar a Honduras para o evento.

Na sexta-feira (24), um grupo de 88 brasileiros deportados dos Estados Unidos desembarcou em Manaus, algemados e com os pés acorrentados.

Voo

A aeronave tinha como destino final Belo Horizonte, mas realizou uma escala na capital amazonense devido à necessidade de manutenção.

Neste sábado, o Itamaraty já havia informado que irá pedir explicações ao governo norte-americano sobre o “tratamento degradante” dado aos brasileiros deportados.

Na noite de sábado (25), o Ministro Mauro Vieira, chefe do Itamaraty, se reuniu com o delegado Sávio Pinzón, superintendente interino da Polícia Federal no Amazonas, e com o major-brigadeiro Ramiro Pinheiro, comandante do 7º Comando Aéreo Regional, em Manaus.

O governo brasileiro declarou, neste domingo (26), em nota oficial, que o uso indiscriminado de algemas e correntes viola os termos de acordo com os Estados Unidos, que prevê “o tratamento digno, respeitoso e humano dos repatriados”.