CORRUPÇÃO

Secretaria municipal no interior do AC é alvo de investigação por esquema de desvio de recursos

Operação da Polícia Federal investiga esquema de desvio de recursos em secretaria municipal de Capixaba. Suspeitos podem pegar mais de 25 anos de prisão.
Redação Portal Norte
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Na manhã desta terça-feira (28), a Polícia Federal (PF) cumpriu três mandados de busca e apreensão em uma secretaria municipal de Capixaba, no interior do Acre, durante a Operação “Hipertermia”.

A ação tem o objetivo de desmantelar um suposto esquema criminoso de desvio de recursos públicos.

De acordo com a Polícia Federal, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) expediu os mandados, que visam apurar práticas de falsidade ideológica, corrupção passiva e fraudes em licitações e contratos públicos.

Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços de Capixaba, todos expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

“Os investigados poderão responder judicialmente pelos crimes de falsidade ideológica, corrupção passiva e fraude em licitação ou contrato, entre outros delitos acessórios, cujas penas somadas podem passar de 25 anos de prisão”, explicou a PF.

“Os envolvidos adulteravam o real prestados e faturavam notas fiscais em valores superiores ao que realmente devido, visando repassar um percentual depois para determinados agentes públicos”, diz a Polícia Federal.

As investigações, que tiveram início em novembro de 2024, apontaram indícios de uma rede criminosa que envolvia servidores públicos, uma empresa de manutenção e instalação de aparelhos de ar-condicionado, além de intermediários conhecidos como “laranjas”.

“Conforme apurado, os envolvidos adulteravam o real valor dos serviços prestados e faturavam notas fiscais em valores superiores ao que realmente devido, visando posterior repasse de um percentual a determinados agentes públicos”, finalizou a Polícia Federal em nota oficial divulgada no site do Ministério da Justiça e Segurança Pública, nesta terça-feira (28).

Os suspeitos poderão responder judicialmente pelos crimes investigados. Se condenados, as penas somadas podem ultrapassar 25 anos de reclusão.