A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (29), em Ariquemes (RO), um homem suspeito de envolvimento na recente onda de ataques violentos que atingiram o estado de Rondônia.
Os confrontos entre a Polícia Militar (PM) e integrantes do Comando Vermelho deixaram um saldo de 13 mortos e resultaram na queima de mais de 20 ônibus.
Investigado por associação criminosa, o suspeito detido também possuía um mandado de prisão preventiva por crimes de estupro.
De acordo com a polícia, localizaram o homem após uma série de investigações conduzidas pelas forças de segurança do município.
A Justiça de Rondônia autorizou a divulgação da imagem do suspeito para que possíveis vítimas possam reconhecê-lo.
Como a onda de ataques começou? Entenda ordem cronológica
1. Morte de chefe da facção
No dia 8 de janeiro, policiais assassinaram em operação um dos chefes do Comando Vermelho. As autoridades não divulgaram detalhes sobre a dinâmica da morte.
2. Retaliação contra a PM
Dois dias depois, criminosos atacaram uma viatura da PM a tiros durante uma perseguição na Zona Leste de Porto Velho. Um dos suspeitos atirou contra os policiais e atingiu o para-brisa do veículo.
3. Assassinato de policial militar
No dia 12 de janeiro, o cabo da PM, Fábio Martins, foi morto com seis tiros na cabeça no residencial Orgulho do Madeira. Ele estava de folga e acompanhado da esposa. Assim, autoridades consideraram o crime como uma uma retaliação da facção.
4. Ataque a ônibus
No dia 13 de janeiro, após a repercussão da morte do PM, suspeitos encapuzados tentaram incendiar um ônibus na linha Orgulho do Madeira. Na sequência, 19 ônibus foram queimados em Porto Velho, incluindo veículos escolares e de empresas privadas.
Com a escalada na onda de ataques o Ministério da Justiça autorizou o envio da Força Nacional para apoiar a segurança pública em Rondônia. Cerca de 60 agentes já atuam em Porto Velho, com previsão de reforço nos próximos dias.