AGROTÓXICOS

Quatro cidades são responsáveis por cerca de 57% do uso de agrotóxicos no Acre em 2024

Relatório do IDAF mostra que pecuária lidera consumo de defensivos no estado, enquanto quatro municípios concentram mais da metade das prescrições em 2024.
Redação Portal Norte
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O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (IDAF) registrou a prescrição de 1.804.437,86 quilos/litros de agrotóxicos no estado em 2024.

Os dados constam no Relatório Consolidado do Uso de Agrotóxicos, que monitora a aplicação desses produtos em diversas culturas.

A pecuária foi a principal responsável pelo consumo de agrotóxicos no Acre, com 71,44% do total, equivalente a 1.289.091,24 quilos. Em seguida, aparecem as lavouras de soja e milho, que utilizaram 263.498,74 quilos (14,60%) e 191.718,91 quilos (10,62%), respectivamente.

Os números foram obtidos por meio das receitas agronômicas enviadas pelos comerciantes ao IDAF, conforme determina a legislação estadual.

Essas informações permitem fiscalizar a quantidade de defensivos prescritos, bem como os tipos de culturas e pragas que justificam sua utilização.

Agropecuária. – Foto: Pexels

Municípios com maior e menor prescrição

Em 2024, foram emitidas 30.334 receitas agronômicas no Acre. Xapuri, Plácido de Castro, Rio Branco e Senador Guiomard lideraram as prescrições, concentrando 56,78% do total.

Por outro lado, municípios como Rodrigues Alves, Mâncio Lima, Assis Brasil, Porto Walter, Jordão, Santa Rosa do Purus e Marechal Thaumaturgo representaram apenas 0,88% das prescrições, somando 15.905,97 quilos de agrotóxicos utilizados.

Preocupações com fiscalização e uso indevido

O relatório alerta para a baixa precisão dos dados, já que muitos profissionais responsáveis pela emissão das receitas não realizam visitas técnicas às propriedades. Essa falta de análise presencial pode comprometer a exatidão das prescrições e a real necessidade dos produtos.

Além disso, há riscos no uso indevido dos defensivos, como aplicação em culturas não autorizadas ou em áreas urbanas, práticas proibidas por órgãos como ANVISA, IBAMA e MAPA.