JUSTIÇA

TJ nega pedido de liberdade de condenado por homicído preso em embaixada dos EUA

Tribunal mantém prisão de agricultor condenado por homicídio cometido em 1995, preso na embaixada americana em Brasília ao tentar retirar visto.
Redação Portal Norte
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O Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins (TJ-TO) negou o pedido de liberdade de um homem condenado por homicídio, preso na embaixada dos EUA em Brasília.

O homem, um agricultor de 57 anos, está preso desde 9 de dezembro de 2024, quando foi à embaixada norte-americana na capital brasileira para retirar um visto para viajar ao país.

Homicídio e condenação

O TJ-TO negou o pedido de liberdade de um homem condenado por homicídio, preso na embaixada dos EUA em Brasília. O homem, um agricultor de 57 anos, está preso desde 9 de dezembro do ano passado.

A prisão foi efetuada enquanto o agricultor retirava um visto para viajar ao país da América do Norte. Segundo informações do TJ-TO, o crime aconteceu no ano de 1995, enquanto o condenado tinha 28 anos.

De acordo com a sentença, o agricultor foi apontado como mandante do crime de assassinato de um frentista, que na época tinha 33 anos de idade.

A decisão do TJ de negar o pedido de liberdade do condenado segue a sentença do Tribunal do Júri – jurí popular – feita em 2022 no município de Arapoema, região norte do Tocantins, que sentenciou o homem a 12 anos de reclusão pelo crime de homicídio.

Pedido de liberdade negado

A prisão do homem foi efetuada pela Polícia Civil de Brasília, cumprindo o mandado de prisão feito em novembro de 2023, no município de Arapoema. A ação foi feita depois de outro pedido de apelação do agricultor ter sido negado pelo Tribunal de Justiça, o que esgotou a possibilidade de recorrer da sentença.

Segundo a relatora, juíza convocada Edilene Alfaix Natário, o pedido de liberdade de um condenado que já esgotou a possibilidade de recorrer ao decreto de prisão não pode ser feito e, dessa forma, a prisão deve ser mantida.

Votaram com a relatora, o desembargador João Rigo Guimarães e as desembargadoras Jacqueline Adorno e Angela Haonat, que presidiu o julgamento realizado na última terça-feira (11).

Após sua prisão pela Polícia Civil do Distrito Federal, o agricultor foi transferido para o Centro de Detenção Provisória – Papuda, localizado em Brasília/DF.