Em meio a onda de preços altos dos alimentos, o presidente Lula (PT) voltou a falar da alimentação da população brasileira com picanha. Em média, o valor deste tipo de carne nos mercados tem ficado por volta de R$ 140.
“A carne começou a cair e o povo vai voltar a comer picanha, costela ou outro pedaço de carne que ele deseja”, afirmou Lula durante entrevista a Rádio Tupi FM, do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (20).
O petista citou que a intenção é que todos os alimentos encontrem valores mais baixos. Ele lembrou que a Reforma Tributária visava baratear alimentos na cesta básica, inclusive a carne. “Isenta de qualquer imposto”, destacou.
Para Lula, a segurança alimentar é prioridade no cuidado da sociedade. “A gente não consegue controlar as coisas do dia para a noite, mas pode ter certeza que nó vamos trazer o preço para baixo e as coisas vão ficar acessíveis. Se tem uma coisa que nós precisamos cuidar com muito amor é a segurança alimentar, que é a maior arma que nós podemos ter para enfrentar uma situação”, disse.

Alimentação polêmica
Além da carne, outra proteína que é exibida com altos preços em prateleiras de mercados é o ovo. O presidente destacou preocupação, apesar de declarar que sua dieta é caprichada no alimento.
“Eu gosto de ovo e muitas vezes prefiro um arroz com dois ovos fritos do que um bife. Eu sei que está caro e quando me disseram que a caixa com 30 unidades estava R$ 40 eu tomei um susto. Isso é um absurdo!”
O assunto ovo tem gerado polêmica desde a última semana, quando Lula declarou que come ovo de ema. A fala fez com que o deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) afirmasse que o presidente cometeu crime ambiental. Kataguiri protocolou representação contra o petista na Procuradoria-Geral da República (PGR).