EDUCAÇÃO

Filha de empresário de Manaus perde vaga em Medicina na UFRR por suspeita de fraude em cotas

Após negar recurso administrativo, UFRR mantém desclassificação de candidata que ultrapassou limite de renda para cotas. Estudante promete recorrer à Justiça.
Redação Portal Norte
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Uma estudante de 19 anos perdeu a vaga no curso de Medicina da Universidade Federal de Roraima (UFRR) após a instituição negar seu último recurso administrativo.

A decisão, divulgada na última quarta-feira (12), encerra a possibilidade de novos questionamentos internos. Em nota, a estudante afirmou que recorrerá à Justiça.

A jovem foi desclassificada por suspeita de fraude no sistema de cotas para candidatos de baixa renda, que exige renda familiar bruta per capita igual ou inferior a um salário mínimo. Além disso, com a anulação da matrícula, a instituição convocou um candidato da lista de espera.

Jovem recorrerá à decisão

De acordo com a defesa da estudante, a UFRR indeferiu sua matrícula sob o argumento de que sua renda per capita familiar ultrapassa o limite estabelecido.

Os advogados alegam que a decisão desconsidera o direito constitucional de acesso à educação e que buscarão reverter o caso judicialmente.

“A estudante buscará no Poder Judiciário o amparo de seu direito Constitucional de acesso à educação, o qual foi solenemente ignorado pela Universidade Federal de Roraima, tendo sido esta decisão fruto de desacertos fáticos e jurídicos, os quais, certamente, serão corrigidos a tempo”, argumentou a defesa dela.

Ademais, a UFRR não divulgou detalhes sobre a análise socioeconômica que levou à desclassificação da filha do empresário no curso de Medicina.

O processo foi instaurado para verificar o cumprimento dos critérios de renda e escolaridade exigidos na modalidade de cotas.

Filha de empresário é suspeita de fraudar vaga de medicina na UFRR

O caso chegou à universidade por meio de denúncia registrada por uma mulher que defendeu uma apuração rigorosa e também acionou o Ministério Público Federal de Roraima (MPF-RR).

No relato, foi informado que o pai da estudante é empresário em Manaus, proprietário de restaurantes e negócios no setor de eventos.

“Espero que a Justiça seja feita. Que seja feito um levantamento mais minucioso da vida dessa candidata. Essa candidata vive na dependência dos pais. Então, tem meios para chegar e ver o rendimento dos pais e parece-me que a universidade, eu acredito que a universidade deve tomar as providências cabíveis”, disse a mulher, que pediu anonimato.

A denúncia incluiu imagens de viagens internacionais da família e registros de uma festa de 15 anos realizada na Arena da Amazônia.

No Vestibular 2025, a UFRR ofertou 68 vagas para Medicina, sendo 28 para ampla concorrência e as demais destinadas ao sistema de cotas. Por fim, o curso foi o mais disputado, com 299 candidatos por vaga.

*Com informações do g1 Roraima