CRIME E AMAZÔNIA

Trabalho análogo à escravidão controlado por ‘facções’ é descoberto em garimpo ilegal no Amazonas

Operação de forças federais encontrou 25 trabalhadores, incluindo menores, em condições degradantes controladas por organizações criminosas em garimpo clandestino no Rio Madeira.
Redação Portal Norte
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Forças nacionais identificaram pessoas trabalhando em situação análoga à escravidão, no Amazonas, em uma área de garimpo ilegal. A operação aconteceu entre segunda (10) e quinta-feira (13) no leito do Rio Madeira, próximo de Borba (AM).

As investigações começaram a partir de denúncias sobre conflitos entre garimpeiros e indígenas. Os relatos apontaram para indícios de que “facções” estariam manipulando a população local para envolvê-la no garimpo ilegal.

Trabalho análogo à escravidão

O trabalho análogo à escravidão se refere a uma condição de trabalho onde as pessoas são submetidas a condições degradantes, de forma forçada, mas sem necessariamente estarem em cativeiro ou, etc.

O conceito está claramente definido no art. 149 do Código Penal Brasileiro. A condição se refere às seguintes situações: jornadas exaustivas, condições degradantes, submissão total e/ou servidão por dívida.

Forças federal identificam área de garimpo ilegal no Amazonas – Foto: Divulgação

A operação na área de garimpo ilegal no Amazonas contou com a Polícia Federal, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (IBAMA), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a Polícia Militar Ambiental.

Eles identificaram 25 trabalhadores em situação análoga à escravidão, sendo dois menores de idade. A Auditoria Fiscal do Trabalho e o MPT irão apurar as responsabilidades daqueles que exploram a mão-de-obra nas condições degradantes constatadas.

Garimpo ilegal no Amazonas

A operação também retirou os garimpeiros das áreas afetadas e destruiu 23 dragas e embarcações usadas no garimpo ilegal.

O objetivo principal é identificar as lideranças, proprietários de dragas e as áreas exploradas para responsabilizar os envolvidos e desmantelar a organização criminosa na região.