A greve dos profissionais da saúde indígena nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) foi interrompida nesta segunda-feira (17), após determinação da Justiça. A greve teve apenas quatro horas de duração.
O desembargador do Trabalho Jorge Alvaro Marques, do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região, foi responsável por assinar a liminar. De acordo com ele, a manifestação era um ato ilegal e abusivo.
Além disso, a Justiça determinou uma multa de R$ 10 mil por hora para os profissionais de saúde que descumprissem a decisão.
A paralisação, que iria durar por tempo indeterminado, foi aprovada em assembleia na quarta-feira (12) em protesto contra atrasos salariais, condições precárias de trabalho e a falta de segurança nos territórios indígenas.
O que os trabalhadores reivindicam?
A greve dos profissionais da saúde afetaria diretamente o atendimento à população indígena, principalmente no DSEI Yanomami.
Ademais, os trabalhadores ressaltam a insegurança nos territórios, onde enfrentam condições de risco para manter seus empregos e sustentar suas famílias.
Eles também denunciam a falta de comunicação entre os polos-base, a contaminação da água, as dificuldades no transporte aéreo para emergências e a centralização das decisões em Brasília, fatores que complicam a solução dos problemas locais.
Entre as principais reivindicações dos profissionais de saúde que atuam em territórios indígenas, estão:
- Pagamento de insalubridade grau máximo para todos os que atuam em território indígena;
- Pagamento fixo pelos pernoites;
- Reajuste salarial de 8% para todas as categorias;
- Voos regulares para remoções e trocas de equipes;
- Melhoria da comunicação nos polos-base;
- Fornecimento de água potável e gás de cozinha;
- Disponibilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs);
- Transporte adequado para os trabalhadores da Casa de Saúde Indígena (CASAI); e
- Melhores condições para o descanso dos profissionais.