Porto Velho (RO) foi classificada como a cidade com o pior saneamento básico do Brasil, segundo o Ranking do Saneamento 2024, divulgado pelo Instituto Trata Brasil (ITB) em parceria com a GO Associados.
O levantamento, que analisa os 100 municípios mais populosos do país, tem como base os indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), ano-base 2022, do Ministério das Cidades.
Segundo os dados do SNIS, aproximadamente 32 milhões de pessoas vivem sem acesso à água potável, enquanto cerca de 90 milhões não possuem coleta de esgoto.
Apesar de avanços modestos, como o crescimento da coleta de esgoto de 55,8% para 56% e do tratamento de 51,2% para 52,2%, o país ainda despeja diariamente o equivalente a 5,2 mil piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento na natureza.
Critérios do ranking
O ranking é baseado em três dimensões principais: “Nível de Atendimento”, “Melhoria do Atendimento” e “Nível de Eficiência”.
Para atingir a universalização do saneamento, a Lei 14.026/2020, conhecida como “Novo Marco Legal do Saneamento Básico”, estipula que é necessário que pelo menos 99% da população tenha acesso à água tratada e 90% conte com coleta e tratamento de esgoto.
Na edição de 2024, Maringá (PR), São José do Rio Preto (SP) e Campinas (SP) foram as cidades mais bem avaliadas, atingindo a nota máxima (10) em todos os indicadores.
Porto Velho lidera a lista das piores cidades
No extremo oposto do ranking, Porto Velho aparece como a cidade com o pior saneamento básico do Brasil. Na sequência, Macapá (AP) e Santarém (PA) também figuram entre os municípios com piores indicadores. Confira a lista das dez cidades com os piores desempenhos:
- Porto Velho (RO)
- Macapá (AP)
- Santarém (PA)
- Rio Branco (AC)
- Belford Roxo (RJ)
- Duque de Caxias (RJ)
- São Gonçalo (RJ)
- Belém (PA)
- Várzea Grande (MT)
- Juazeiro do Norte (CE)