POLÍTICA

Emendas Pix sob a lupa do STF: saiba quem são os três ministros de Lula na mira

Ministro Flávio Dino cobra explicações de três membros do governo sobre uso de repasses parlamentares por Pix, investigando possíveis desvios de finalidade e falta de rastreabilidade.
Redação Portal Norte
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Três ministros do governo federal deverão prestar esclarecimentos sobre o uso de emendas parlamentares, especialmente de repasses por Pix. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu o prazo de 30 dias aos chefes das pastas.

Os ministros são:

  • Fernando Haddad – Fazenda;
  • Alexandre Padilha – Saúde;
  • Celso Sabino – Turismo.

Entenda

Ao setor da economia, Dino perguntou quais empresas estão contempladas pelo Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) e se beneficiam das Emendas Pix.

Além disso, os ministros devem explicar quais providências foram tomadas pelas respectivas pastas para garantir rastreabilidade do dinheiro, de forma a evitar que o Perse fosse usado para eventual desvio de finalidade na ocultação de práticas ilegais. 

O Ministério da Saúde também está na mira do magistrado. Nesse caso, para saber quem é o responsável por autorizar o pagamento das emendas Pix e entender como a verba destinada ao Sistema único de Saúde é avaliada.

No caso do Turismo, Dino questiona quantos planos de trabalho descritos como de “turismo” nas emendas foram destinados a eventos e, desses, quais foram executados.

Investigação

Em fevereiro deste ano, o ministro Flávio Dino determinou que a Controladoria-Geral da União (CGU) realizasse auditoria sobre as chamadas “emendas Pix”. Na ocasião, R$ 469,4 milhões foram transferidos a estados e municípios em 2024, sem que houvesse a apresentação de planos de trabalho para a aplicação do dinheiro.

O que são as emendas Pix?

As emendas Pix são aquelas de transferência especial que não possuem finalidade definida previamente e são transferidas diretamente aos entes federados por opção de algum parlamentar, que escolhe o destino de parte do Orçamento da União.

Desde 2019, tais destinações são impositivas, ou seja, de liberação obrigatória pelo governo federal.

O Supremo já decidiu que todas as transferências especiais dependem do cadastro de um plano de trabalho para que o dinheiro seja liberado.

Sem o documento, tais repasses não atendem a critérios constitucionais mínimos de transparência e rastreabilidade.

*Com informações de CNN