POLÍTICA

Com 70 anos, Bolsonaro diz que eventual prisão seria ‘fim da vida’

Ex-presidente teme prisão após ser aceito como réu por tentativa de golpe de Estado no STF. Bolsonaro pode pegar até 39 anos de cadeia se condenado.
Redação Portal Norte
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O ex-presidente Jair Bolsonaro, agora réu por decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que aceitou no último dia 25 a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele por tentativa de golpe de Estado, teme uma eventual prisão. 

Em declaração à Folha de São Paulo neste sábado (29), argumentou que o que acontece com ele é injusto e que ser preso com a idade que está representaria o “fim”. 

“É o fim da minha vida, estou com 70 anos. Completamente injusta uma possível prisão. Cadê meu crime? Onde eu quebrei alguma coisa? Onde eu tentei dar um golpe? Cadê a prova de um possível golpe? A não ser discutir dispositivos constitucionais que não saíram do âmbito de palavras”, disse. 

A declaração ocorre um pouco mais de um mês após, durante Seminário Nacional de Comunicação do Partido Liberal (PL), o ex-presidente falar “caguei para prisão”, ressaltando que a consciência estava tranquila.

Mas o que define a prisão?

A próxima etapa, após o aceite da denúncia, é o ex-presidente responder por processo na Suprema Corte, onde pode ser considerado culpado ou inocente. Se culpado, será condenado e a pena estimada pelos magistrados. Contudo, Bolsonaro pode pegar até 39 anos de prisão.

Além dele, mais sete pessoas também tornaram-se réus. São:

  • Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Abin;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha do Brasil;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Mauro Cid, tenente-coronel do Exército e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.

A decisão do STF foi unânime. Significa dizer que todos os ministros foram favoráveis à posição da PGR.

*Com informações de CNN