A influência das redes sociais na saúde mental dos adolescentes tem se tornado uma preocupação crescente entre pais, educadores e profissionais da saúde.
Em um mundo hiperconectado, os jovens enfrentam diariamente conteúdos que afetam negativamente sua autoestima, comportamento e bem-estar emocional.
Segundo a psicóloga Maria do Carmo Lopes dos Santos, especialista em Saúde Mental e Humanização na Atenção à Saúde, as redes sociais exercem um papel ambíguo na vida dos adolescentes.
“Ao mesmo tempo que elas permitem conexão e acesso à informação, também representam riscos: discursos de ódio, comparações irreais e a cobrança por perfeição têm um impacto direto na formação da identidade dos jovens”, alerta.
Sinais de alerta: o que os pais devem observar
A especialista destaca que os adolescentes estão em fase de formação, o que os torna mais vulneráveis às pressões externas. A busca por aceitação pode levá-los a desenvolver transtornos como ansiedade, depressão, baixa autoestima, automutilação e até ideação suicida.

“Os pais precisam estar atentos a mudanças de comportamento: quando o filho deixa de fazer atividades que antes eram prazerosas, passa a usar o celular de forma excessiva, se isola ou consome álcool em excesso, algo está errado”, reforça Maria do Carmo.
O papel da escuta e do acolhimento
Para a psicóloga, o acolhimento é essencial. Muitas vezes, o adolescente quer apenas de alguém para ouvi-lo sem julgamento. Ela também ressalta a importância de professores e amigos próximos como aliados.
“Muitas mudanças sutis passam despercebidas em casa, mas são notadas na escola. A rede de apoio precisa ampliar”, destaca a psicóloga.
A psicoterapia é uma ferramenta fundamental para ajudar os jovens a lidar com o sofrimento psíquico, desenvolver o autoconhecimento e fortalecer sua identidade.