POLÍTICA

Metade dos deputados do AC apoia urgência para anistiar Bolsonaro por tentativa de golpe de estado

Enquanto STF abre ação penal contra Bolsonaro, deputados acreanos se dividem sobre projeto que anistiaria envolvidos nos ataques de 8 de janeiro.
Redação Portal Norte
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Quatro dos oito deputados federais que representam o Acre na Câmara dos Deputados votaram a favor do requerimento de urgência para acelerar a tramitação do projeto que propõe anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.

A proposta busca perdoar participantes dos atos que culminaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes.

Bolsonaro, que passou mais e foi levado às pressas para um hospital de Natal (RN), nesta sexta-feira (12), é apontado com o líder da trama golpista.

Os parlamentares acreanos que se posicionaram a favor da urgência foram:

  • Coronel Ulysses (União Brasil)
  • Zezinho Barbary (Progressistas)
  • Eduardo Velloso (União Brasil)
  • Roberto Duarte (Republicanos)

Com a aprovação do regime de urgência, o projeto avança direto ao plenário, sem precisar passar pelas comissões temáticas da Casa.

Parlamentares que defendem a proposta argumentam que muitos dos envolvidos seriam cidadãos comuns, supostamente influenciados a participar dos protestos, e que parte deles teria recebido punições consideradas exageradas.

Apesar da urgência aprovada, o projeto de anistia a Bolsonaro e outros sete réus ainda será discutido entre os líderes partidários antes de seguir para votação.

Para ser aprovado, o texto precisa obter maioria absoluta na Câmara e, depois, seguir para análise no Senado. Se for aprovado nas duas Casas, dependerá ainda da sanção do presidente da República.

Bolsonaro e ex-ministros são réus por tentativa de golpe

No mesmo contexto, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (11) abrir uma ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete integrantes do alto escalão do seu antigo governo. Todos fazem parte do chamado “núcleo duro” da tentativa de golpe investigada pela Corte.

A Primeira Turma do STF acatou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), tornando Bolsonaro e os demais envolvidos réus no processo criminal, que tramitará sob o número 2.668.

Entre os denunciados, estão três generais do Exército que ocuparam cargos-chave no governo: Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e Braga Netto, que comandou a Casa Civil.

Com a abertura da ação, os oito acusados passam a responder pelos crimes:

  • Formação de organização criminosa armada
  • Tentativa de golpe de Estado
  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • Dano qualificado por violência e ameaça grave
  • Destruição de patrimônio histórico