O governo federal ainda não definiu como irá devolver os valores descontados indevidamente de benefícios previdenciários de aposentados do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). A gestão avalia possibilidade de abrir um crédito extraordinário.
A proposta, que ainda prevê a abertura de um canal específico para que os segurados possam formalizar os pedidos de contestação, está sendo discutida entre ministérios, deve ser apresentada ainda nesta semana ao Palácio do Planalto.
O Advogado-geral da União, Jorge Messias, comentou que no último sábado (3) esteve com o novo ministro da Previdência, Wolney Queiroz, para tratar sobre as fraudes no INSS. A responsabilização dos envolvidos foi destaque.
“Chegamos ao consenso de que, neste momento, é crucial, a partir do diagnóstico inicial das irregularidades, avançar na responsabilização dos infratores e na finalização da proposta do Plano de Ressarcimento Excepcional destinado aos aposentados e pensionistas”, disse.
Realizei uma reunião altamente produtiva com o Ministro da Previdência, Wolney Queiroz. Durante nosso encontro, discutimos a situação atual do INSS, em decorrência das ações empreendidas pelo Governo contra fraudes relacionadas a descontos associativos de aposentados e…
— Jorge Messias (@jorgemessiasagu) May 4, 2025
Por outro lado, Wolney Queiroz, em vídeo publicado no último domingo (4), ressaltou que estava trabalhando para melhor entender o funcionamento da pasta, estabelecendo ações passadas pelo presidente Lula. Ele esteve com o novo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior.
Novo ministro é alvo de críticas por escândalo do INSS
Tendo assumido a Previdência recentemente, em 2 de maio, o ministro já é alvo da oposição, que pede o seu afastamento. Líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ) afirma que Queiroz esteve presente na reunião em que o governo foi alertado sobre fraudes de R$ 6,3 bilhões.
*Com informações de UOL e G1