SAÚDE ACRE

Casos de febre Mayaro disparam 175% no Acre em 2025 e acendem alerta em municípios

Doença viral transmitida por mosquitos já supera os casos dos dois anos anteriores combinados, com maior incidência no interior do estado.
Redação Portal Norte
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O Acre registrou um crescimento expressivo nos casos de febre Mayaro em 2025. De acordo com o boletim epidemiológico de arboviroses da Secretaria de Saúde do Estado (Sesacre), os primeiros cinco meses do ano contabilizaram 11 infecções confirmadas.

O número representa um aumento de 175% em relação a 2024, quando foram registrados apenas quatro casos da doença.

Entre os dias 1º de janeiro e 17 de maio, os laboratórios analisaram mais de 7 mil amostras suspeitas. As cidades com maior volume de testes foram:

  • Rio Branco, com 4.162 coletas;
  • Cruzeiro do Sul, com 1.948;
  • Feijó, com 171 amostras processadas.

A maioria dos casos positivos se concentrou no interior: Cruzeiro do Sul lidera com seis infecções, enquanto Rio Branco contabilizou três casos. Porto Acre e Rodrigues Alves registraram um caso cada.

A Sesacre explicou que o início das testagens para o vírus Mayaro começou apenas em abril de 2023, o que contribuiu para o salto nos diagnósticos.

O órgão também apontou que o total de casos de 2025 já dobrou o número combinado dos dois anos anteriores.

A febre Mayaro

A febre Mayaro é uma doença infecciosa viral com sintomas semelhantes aos da dengue e chikungunya, como febre alta, dores nas articulações e mal-estar.

O agente causador, o vírus Mayaro (MAYV), pertence ao mesmo grupo do vírus chikungunya, o que explica a semelhança clínica entre as doenças.

A transmissão não ocorre de pessoa para pessoa, mas sim através da picada de mosquitos fêmeas infectadas, que adquirem o vírus ao se alimentarem de primatas silvestres ou humanos infectados.

Uma vez contaminado, o mosquito pode transmitir o vírus por toda a vida, após um período de incubação de cerca de 12 dias.

Assim como a febre amarela, a infecção por Mayaro é considerada uma zoonose silvestre, o que significa que não pode ser erradicada.

O ser humano é considerado um hospedeiro acidental, principalmente quando entra em áreas de mata, onde vivem os vetores e reservatórios naturais da doença.

*Com informações do g1 e Ministério da Saúde.