O governo federal alterou as regras para concessão do auxílio-doença, e o benefício agora passa a ter duração máxima de 30 dias por perícia médica.
A medida foi anunciada como parte de um esforço para reduzir os gastos com a Previdência Social e tornar o sistema mais eficiente.
Até então, o benefício podia ser concedido por períodos mais longos, a depender da gravidade da enfermidade. Com a nova regra, após 30 dias, o trabalhador que continuar incapacitado precisará passar por nova avaliação médica para solicitar a prorrogação do auxílio.
A mudança tem como objetivo acelerar o retorno de segurados ao mercado de trabalho, combater fraudes e garantir que o benefício chegue a quem realmente precisa.
No entanto, especialistas alertam para possíveis impactos negativos, principalmente sobre os trabalhadores que enfrentam doenças crônicas ou quadros clínicos prolongados, que agora terão de enfrentar reavaliações periódicas e apresentar documentação médica atualizada a cada novo pedido.
Segundo o governo, a estratégia deve ajudar a reduzir o número total de concessões de auxílio-doença. No entanto, o sucesso da iniciativa depende da capacidade do sistema de perícia do INSS em atender à nova demanda com agilidade.