“Imbrochável, imorrível e incomível”. As três palavras são ditas de maneira natural pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que até medalha com as expressões criou para se vangloriar.
Para elevar o ego também de aliados, Bolsonaro entregou nesta quarta-feira (18) o objeto ao presidente nacional do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab. A entrega ocorreu em Presidente Prudente, no interior de São Paulo.
Eles estiveram juntos em palanque durante agenda do governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no município paulista.
Nas redes sociais, Kassab compartilhou vídeo mostrando a medalha ao lado do ex-presidente.
Imbrochável
A terminologia ganhou repercussão em setembro de 2022, quando Bolsonaro, em seu discurso no Dia da Independência do Brasil ecoou “imbrochável, imbrochável, imbrochável” após beijar a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
Sem definição no dicionário, a palavra é um neologismo criado pelo ex-presidente para se referir ao seu desempenho sexual. “aquele que não brocha” seria a definição mais correta.
A “homenagem” de Bolsonaro já foi feita também a Neymar, em novembro de 2023 e também ao presidente argentino, Javier Milei, em julho do ano passado.
À época em que Bolsonaro usou a expressão, o psicanalista Christian Dunker, à BBC Brasil, falou que o então presidente usava dualidade em seu discurso.
“Uma característica inovadora do discurso do presidente é que ele usa alternadamente uma retórica do respeito à família, à moral e aos bons costumes, e uma retórica libidinal, do palavreado chulo, da linguagem privada em espaço público”, disse.