Uma criança morreu em Porto Velho após contrair meningite bacteriana. A confirmação foi feita pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa). Este é o primeiro óbito por meningite registrado na capital em 2025, que já soma seis casos confirmados da doença.
O que é a meningite?
A meningite é uma infecção grave que atinge as meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos — sendo a forma bacteriana a mais perigosa e com maior risco de morte.
Entre os principais sintomas estão:
- Febre alta
- Dor de cabeça intensa
- Rigidez na nuca
- Náuseas e confusão mental
A Semusa alerta que, diante de qualquer suspeita, é fundamental buscar atendimento médico imediato.
Transmissão e diagnóstico
A meningite bacteriana é transmitida por gotículas de saliva ao falar, tossir ou espirrar. Por isso, ambientes fechados como casas, escolas e creches são locais de maior risco.
O diagnóstico da doença só pode ser feito por profissionais de saúde, com exames clínicos e laboratoriais — como a coleta do líquor (líquido que circula entre o cérebro e a medula).
Os principais agentes causadores da meningite bacteriana são:
- Neisseria meningitidis (meningococo)
- Streptococcus pneumoniae (pneumococo)
- Haemophilus influenzae tipo b (Hib)
Crianças e adolescentes entre 3 meses e 18 anos são o público mais vulnerável.

Vacinação é a principal forma de prevenção
A vacina é a forma mais eficaz de se proteger contra os tipos mais graves da doença. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente os seguintes imunizantes:
- Vacina Meningocócica C (ou ACWY)
- Vacina Pneumocócica 10-valente
- Vacina Pentavalente (inclui o componente Hib)
O reforço da vacina meningocócica, aplicado aos 12 meses, agora é feito com a versão ACWY, que protege contra os sorogrupos A, C, W e Y. Adolescentes de 11 a 14 anos devem receber uma dose única da ACWY.