SAÚDE

Edu Guedes passa por cirurgia para retirar tumor no pâncreas; entenda a doença silenciosa

Chef e apresentador é diagnosticado com tumor pancreático após crise renal. Entenda por que a doença é considerada silenciosa e de difícil detecção.
Redação Portal Norte
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O apresentador e chef de cozinha Edu Guedes, de 50 anos, foi submetido a uma cirurgia no último sábado (5), no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, para a retirada de um tumor no pâncreas.

O diagnóstico foi feito durante exames realizados após o apresentador sentir-se mal devido a uma crise renal.

Segundo a assessoria de imprensa, Edu precisou passar por procedimentos de emergência após complicações nos rins.

Durante a internação, os médicos identificaram um nódulo no pâncreas e decidiram pela remoção cirúrgica imediata da lesão. Ele segue internado em recuperação e ainda não há informações sobre o tipo de tumor ou previsão de alta.

O caso de Edu chama atenção para o câncer de pâncreas, uma doença considerada silenciosa e de difícil detecção precoce. O pâncreas é um órgão essencial, localizado atrás do estômago, responsável por produzir enzimas digestivas e hormônios como a insulina.

O que causa o câncer de pâncreas?

Entre os fatores de risco estão:

  • Tabagismo;
  • Obesidade e sedentarismo;
  • Consumo excessivo de álcool;
  • Diabetes tipo 2;
  • Pancreatite crônica;
  • Histórico familiar e mutações genéticas;
  • Infecção por Helicobacter pylori.

Sintomas mais comuns

Por ser assintomático no início, o câncer de pâncreas costuma ser descoberto em estágios avançados. Quando os sintomas aparecem, podem incluir:

  • Perda de peso sem causa aparente;
  • Dor abdominal ou lombar;
  • Falta de apetite;
  • Icterícia (pele e olhos amarelados);
  • Urina escura e fezes claras;
  • Coceira na pele;
  • Diabetes súbito ou agravado;
  • Trombose venosa profunda;

Tratamento

O tratamento varia de acordo com o tipo e o estágio do tumor, bem como a condição de saúde do paciente. Pode envolver cirurgia, quimioterapia, radioterapia e medicamentos específicos. O adenocarcinoma é o tipo mais comum e representa cerca de 90% dos casos, seguido pelos tumores neuroendócrinos, que tendem a ser menos agressivos.

Apesar dos desafios, especialistas destacam que o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura.