Novos depoimentos de investigados no inquérito das fake news, que apura a disseminação de conteúdo falso na internet e ataques a ministros e instituições, são buscados pela Polícia Federal (PF) nesta semana.
Na última quinta-feira (3), a PF ouviu o ex-assessor especial da Presidência de Jair Bolsonaro (PL), Tércio Arnaud. Ele é apontado como parte do “gabinete do ódio”, nome dado ao grupo de comunicação comandado pelo vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ).
Supostamente, a estrutura funcionava dentro do Palácio do Planalto para espalhar notícias falsas e atacar adversários de Bolsonaro.
Tércio negou que existisse uma estrutura na gestão anterior. O ex-assessor também não reconheceu parte dos nomes questionados.
Encaminhamentos
O ex-assessor não será o único a falar aos investigadores. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator da ação, determinou que a PF colha novos depoimentos para finalizar o caso.
Nesta semana, ao menos outros dois investigados devem depor.
Em 16 de dezembro do ano passado, Moraes prorrogou o inquérito por mais seis meses.
Com esses novos interrogatórios, a PF acredita que o inquérito chegará ao fim, com indiciamentos e as respostas sobre a existência, o financiamento, o modo de atuar e a identificação de todos os participantes do chamado “gabinete do ódio”.
As investigações apontam divulgação de notícias fraudulentas, falsas comunicações de crimes, denúncias caluniosas, ameaças e “memes” para caluniar, difamar e injuriar o STF e seus integrantes, por meio de esquemas de financiamento e divulgação em massa nas redes sociais.
*Com informações de CNN