CRIME INFANTIL

Vigilante de escola era recrutador de vítimas em esquema de exploração infantil em Manaus, diz polícia

Operação da Polícia Civil prende três homens envolvidos em esquema de exploração sexual de crianças e adolescentes; vigilante de escola atuava como recrutador de vítimas.
Redação Portal Norte
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A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu, entre segunda (14) e terça-feira (15), um vigilante e outros dois homens por crimes envolvendo abuso e exploração de crianças e adolescentes em Manaus.

A operação é um desdobramento da primeira fase da Operação Mateus 7:15, realizada em março deste ano, que prendeu um líder religioso de 38 anos.

Esquema de exploração e abuso de crianças em Manaus

Ele é investigado por supostamente usar um projeto social para se aproximar de vítimas e cometer abusos.

Presos por abuso e exploração de crianças em Manaus
Presos por abuso e exploração de crianças em Manaus – Foto: Divulgação/PC-AM.

A análise do celular do suspeito revelou uma rede de criminosos envolvidos no compartilhamento de material de exploração infantojuvenil.

Os três são investigados por estupro de vulnerável, favorecimento à exploração sexual e armazenamento e divulgação de pornografia infantil. As prisões ocorreram nos bairros Da Paz, Cidade de Deus e Compensa, em Manaus.

Presos

Segundo a delegada Mayara Magna, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), um dos presos confessou ter abusado de uma criança de 10 anos e de uma adolescente de 13.

O homem também teria incentivado o líder religioso a violentar uma menina de oito anos, pedindo imagens dos crimes.

Outro suspeito, pai de dois filhos, mantinha contato com o líder pelas redes sociais e cobrava dinheiro em troca de fotos das crianças. Ele ainda permitia que o religioso ficasse sozinho com seu filho adolescente.

Já o terceiro preso trabalhava como vigilante em uma escola e, de acordo com as investigações, pedia conteúdos de pornografia infantil ao líder e ajudava a recrutar novas vítimas para o grupo.

Os três foram levados para audiência de custódia e permanecem à disposição da Justiça. A polícia segue com as investigações para identificar outros possíveis envolvidos.