A reação da pré-candidata ao governo do Amazonas, Maria do Carmo, a críticas internas dentro do Partido Liberal (PL) acendeu um alerta sobre a divisão no grupo político que tenta se firmar como representante da direita no estado.
A avaliação é do especialista político da TV Norte Amazonas, Davidson Cavalcante, que comentou o caso durante análise nesta quarta-feira (16).
Maria do Carmo usou as redes sociais para rebater uma manchete nacional que destacou a contratação do marqueteiro George Wilde, que já atuou em campanhas do PT. A pré-candidata classificou a repercussão como “modo nojento e sujo de fazer política”.

Para Cavalcante, a declaração não foi apenas um desabafo. “É também uma resposta ao que está ocorrendo hoje dentro do Partido Liberal”, disse.
Além disso, ele afirmou que a direita amazonense segue sem conseguir montar um palanque competitivo para disputar eleições majoritárias.
“Mesmo tendo o grande número de eleitores amazonenses, principalmente em Manaus, que se consideram mais de direita que esquerda, [a direita] não conseguiu até hoje vencer eleições majoritárias”, pontuou.
Análise sobre Maria do Carmo e o PL
O analista também identificou indícios de um racha entre o grupo de Maria do Carmo, apoiado por Alfredo Nascimento, e o grupo do deputado federal capitão Alberto Neto, que é pré-candidato ao Senado. Embora Alberto Neto negue publicamente a divisão, a tensão nos bastidores é evidente.
Sobre a escolha do marqueteiro ligado ao PT, Davidson ponderou.
“Se ele é um profissional bom, que foi capaz de fazer políticos saírem vitoriosos das urnas, faz parte do político contratá-lo”, analisou.
Por fim, o especialista destaca o desafio de Maria do Carmo em unir o PL à sua candidatura: “Ela precisa conciliar o partido diante de assédios de outros grupos interessados no voto mais bolsonarista aqui no Amazonas”.