O deputado estadual Thiago Abrahim (União Brasil) afirmou que a reforma tributária trouxe proteção para a indústria do Amazonas e destacou a importância da Zona Franca de Manaus para a economia e o meio ambiente.
Segundo o parlamentar, o modelo é responsável por preservar 97% da floresta amazônica e por gerar milhares de empregos na capital e no interior do estado.
Ele comparou o cenário local a de estados vizinhos, onde a devastação ambiental é maior devido à ausência de um setor produtivo estruturado.
“Se hoje a nossa floresta está em pé, muito se deve à Zona Franca de Manaus. Nós temos exemplos em estados vizinhos, onde a devastação, o desmatamento é muito maior, porque não tem um setor produtivo que gera tanto emprego, que sustenta tantas famílias, como aqui em Manaus”, afirmou.
Abrahim ressaltou que a Zona Franca é um exemplo de desenvolvimento sustentável e defendeu a manutenção de incentivos para evitar impactos negativos na economia do estado.
Impacto do tarifaço nas exportações
O parlamentar Thiago Abrahim alertou para prejuízos causados pelo tarifaço dos Estados Unidos, que entrou em vigor na última quarta-feira (6) atingiu setores produtivos, como o madeireiro.
Ele citou o exemplo de Itacoatiara, onde eram exportados de 80 a 90 contêineres de madeira serrada legalizada por mês para os Estados Unidos.
Com a mudança nas regras e o reajuste nos contratos, esse número caiu para apenas 10 contêineres mensais, afetando diretamente a geração de empregos e a renda da população local.
Para Abrahim, a queda nas exportações impacta todo o Amazonas e ameaça a estabilidade econômica de cidades que dependem dessas atividades.
Êxodo para a capital e desafios sociais
Outro ponto levantado pelo parlamentar foi a falta de oportunidades no interior, o que provoca o deslocamento de famílias para Manaus.
Esse êxodo, segundo ele, contribui para a sobrecarga de serviços públicos e o aumento da marginalização de pessoas que chegam sem estudo ou emprego garantido.
“Quando você não tem oportunidade no interior do estado, você vem para a capital e acaba inchando a cidade. Muitas vezes essas pessoas ficam esquecidas, porque não tiveram acesso à educação e têm mais dificuldade de conseguir emprego”, explicou.
Abrahim defendeu políticas públicas que levem desenvolvimento ao interior para evitar a migração em massa e melhorar a qualidade de vida em todo o estado.