Um professor da rede pública estadual de Careiro da Várzea, interior do Amazonas, foi afastado das funções após denúncias de importunação sexual e estupro de vulnerável contra 22 alunas, todas com 11 anos.
A Polícia Civil foi acionada pela direção da escola, que seguiu o protocolo da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc).
Segundo a investigação, o professor, que lecionava para turmas do 5º ano, teria mantido comportamentos inadequados com as estudantes, incluindo olhares sugestivos, aproximações excessivas e, em ao menos um caso, toques indevidos nos seios de uma aluna.
Justiça indefere prisão, mas professor é afastado
O delegado David Jordão informou que a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão temporária do investigado, mas o pedido foi indeferido.
Apesar disso, a Justiça do Amazonas determinou o afastamento imediato do professor, medida que já foi cumprida, permitindo que as investigações prossigam com as garantias legais necessárias.
Na última segunda-feira (19), foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência do professor. Foram recolhidos o celular e o notebook do investigado.
“Nos dispositivos apreendidos encontramos, de forma preliminar, materiais de conteúdo pornográfico. Esses arquivos serão analisados por perícia técnica para verificar a natureza exata do conteúdo”, afirmou Jordão.
Investigação segue com escutas especializadas
A Polícia Civil informou que continuará com a investigação, incluindo escutas especializadas com as alunas para aprofundar os relatos sobre os abusos.
A Seduc destacou que, ao receber as denúncias, a direção da escola acionou o Núcleo de Inteligência em Segurança Escolar (Nise), afastou o professor imediatamente e está colaborando com as investigações.
O caso também está sendo acompanhado pela Comissão de Enfrentamento ao Assédio Moral e Sexual (Ceams).
O caso gerou alerta sobre a necessidade de medidas preventivas nas escolas, reforçando a importância de protocolos claros para identificação e comunicação de possíveis abusos.