SAÚDE

MPAM investiga transferência de pacientes de planos privados para hospitais públicos

Promotoria investiga possível omissão de operadoras de planos privados que transferem pacientes para rede pública, sobrecarregando hospitais especializados do Amazonas.
Redação Portal Norte
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) abriu investigação para apurar denúncias de que operadoras de planos de saúde estariam transferindo pacientes para a rede pública, sobrecarregando hospitais do estado.

A apuração é conduzida pela 58ª Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos à Saúde Pública (PRODHSP).

O problema foi percebido em hospitais como o FCecon, que cuida de câncer, e o Hemoam, especializado em hematologia e hemoterapia. Eles informaram que estão atendendo cada vez mais pacientes que deveriam ser atendidos pelos planos privados.

O Portal Norte entrou em contato com a SES-AM, solicitando um posicionamento, mas ainda não obteve resposta até o fechamento deste material. O espaço segue aberto.

Possível omissão de cobertura pelos planos de saúde

Segundo o Inquérito Civil nº 0600.2025.58, há indícios de que algumas operadoras estariam se omitindo na prestação de cobertura obrigatória e repassando para o Sistema Único de Saúde (SUS) procedimentos que deveriam ser realizados na rede privada.

Essa situação sobrecarrega o sistema público e pode prejudicar pacientes que dependem exclusivamente dele.

Solicitação de informações e fiscalização

A promotora de Justiça Luissandra Chíxaro de Menezes, responsável pela investigação, requisitou informações detalhadas à FCecon, Hemoam e à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) para identificar casos de negativa de cobertura.

Além disso, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e o Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM) também foram acionados para colaborar na fiscalização das operadoras e profissionais de saúde envolvidos.

O inquérito busca apurar se houve descumprimento contratual por parte das operadoras privadas e garantir que o SUS não seja sobrecarregado indevidamente.