AMAZONAS CRIME

Padrasto preso por estuprar criança com paralisia cerebral atuava como olheiro do tráfico no Amazonas

Homem de 23 anos foi preso em flagrante após abusar de criança com paralisia cerebral em Borba. Suspeito também atuava como olheiro do tráfico de drogas na região.
Redação Portal Norte
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Um padrasto de 23 anos foi preso em flagrante na última terça-feira (2) pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), suspeito de estupro de vulnerável contra uma criança, filha de 7 anos de sua companheira, que possui paralisia cerebral.

A prisão aconteceu na cidade de Borba, a 151 km de Manaus, menos de cinco horas após o crime.

Segundo a polícia, a mãe da vítima denunciou que havia saído para fazer compras e, ao retornar cerca de 15 minutos depois, encontrou a filha chorando e com sinais claros de abuso.

O delegado Jorge Arcanjo, responsável pelo caso, destacou que a criança é duplamente vulnerável, não apenas pela idade, mas também por suas condições de saúde, que a impedem de enxergar, falar ou se comunicar verbalmente.

“O suspeito aproveitou a ausência da mãe para cometer o crime. A gravidade do caso levou a criança a ser encaminhada imediatamente para atendimento médico urgente e, posteriormente, submetida a cirurgia”, explicou o delegado.

Prisão rápida após tentativa de fuga

Após perceber que estava sendo procurado, o homem tentou se esconder em uma área de mata próxima ao aeroporto da cidade.

A equipe da 74ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Borba localizou e prendeu o suspeito em menos de cinco horas.

Devido à repercussão, a polícia solicitou a transferência do suspeito para Manaus, garantindo a segurança dele durante os procedimentos legais.

Suspeito tinha ligação com o tráfico

A mãe da criança informou que, embora o padrasto não possua antecedentes criminais, ele atuava como “olheiro” para o tráfico de drogas na região do Amazonas.

O delegado Arcanjo afirmou que a delegacia está prestando todo o apoio necessário à mãe, com acompanhamento especializado para vítimas vulneráveis, coordenado por um assistente social.

“O suspeito assumiu o ato de forma tranquila, tanto no interrogatório quanto na audiência de custódia. A agilidade e eficiência da polícia foram fundamentais para responsabilizá-lo por um crime que causa profundo impacto na sociedade e, principalmente, na vítima e sua família”, ressaltou o delegado.

O homem responderá pelo crime de estupro de vulnerável e permanece à disposição da Justiça enquanto a investigação e os procedimentos legais seguem em andamento.