POLÍTICA

Amom Mandel defende anistia no 8 de janeiro para ‘vítimas de uma manobra política’

Deputado defende anistia seletiva para participantes do 8 de janeiro, argumentando que foram manipulados politicamente. Mandel critica polarização entre Lula e Bolsonaro por desviar atenção de pautas essenciais.
Redação Portal Norte
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Em entrevista à TV Norte nesta terça-feira (9), o deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM) se posicionou sobre a proposta de anistia em discussão no Congresso Nacional.

Segundo o parlamentar, a atual polarização política entre as figuras de Lula e Bolsonaro tem desviado a atenção de questões prioritárias para o país, como a economia e a qualidade de vida dos cidadãos.

Mandel afirmou que a proposta de anistia, se aprovada, não deve ser irrestrita. Ele defende uma abordagem focada nas pessoas que, segundo ele, foram vítimas de manipulação política durante manifestações, acreditando estarem agindo pelo bem do país.

“Nós precisamos focar nas pessoas que muitas vezes foram vítimas de uma manobra política de ativistas de todo o Brasil, que divulgaram informações a respeito das urnas ou a respeito da atuação dos três poderes, e que por isso foram lá acreditando que estariam fazendo o melhor pelo país e agora são vítimas de um julgamento que acaba sendo desproporcional à pena que deveria ser aplicada a elas”, declarou Mandel.

Defende revisão de penas para 8 de janeiro

O deputado ressaltou que a proposta de anistia deve priorizar pais e mães de família, buscando uma solução que tenha maior chance de aprovação no Congresso.

“Eu defendo uma possibilidade de revisão de penas ou, se for o caso, uma anistia, mas não irrestrita e focando nas pessoas, nos pais e mães de família que estão lá”, afirmou.

Polarização beneficia duas figuras públicas

Mandel também criticou a atual polarização política, que, segundo ele, beneficia apenas duas figuras do país e desvia o foco de pautas realmente importantes.

“A polarização, — o fenômeno político que eu venho repetindo já há algum tempo — beneficia apenas duas figuras do nosso país, Lula e Bolsonaro, por isso esse conflito aí, por uma possibilidade de anistia ou pelo julgamento de uma pessoa que já está fora do poder. É uma pauta ali que acaba desviando o foco de pautas realmente importantes”, concluiu o deputado.