TRANSPORTE

‘A prefeitura está isentada de culpa’, diz prefeito sobre paralisação do transporte coletivo em Manaus

Prefeito nega atrasos na contribuição municipal, mas paralisação deixa passageiros sem ônibus. Disputa sobre responsabilidade envolve Estado, prefeitura e empresas de transporte.
Redação Portal Norte
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O prefeito de Manaus, David Almeida, se pronunciou nesta quinta-feira (11) sobre a paralisação do transporte coletivo na cidade e esclareceu que a Prefeitura mantém os repasses ao sistema de forma regular.

Segundo ele, os atrasos nos pagamentos aos trabalhadores do transporte coletivo estão relacionados à não renovação do convênio do passe livre estudantil pelo Governo do Estado, que deveria custear parte das passagens dos alunos da rede estadual.

“A Prefeitura cumpre sua obrigação religiosamente nos dias 5 e 20 de cada mês, garantindo o funcionamento do sistema de transporte coletivo. Não estamos devendo nada”, afirmou Almeida.

Em quatro anos, a Prefeitura repassou R$ 1,612 bilhão ao Sinetran para manter o transporte coletivo. Somente em 2025, já foram repassados R$ 296 milhões.

Greve afeta rotina de milhares de passageiros

A paralisação de advertência dos rodoviários deixou passageiros sem ônibus por mais de uma hora e gerou lentidão em vias movimentadas, como a Avenida Brasil, na zona Oeste.

Durante a manhã, um coletivo foi interrompido em plena viagem, provocando protestos e aumentando o congestionamento na região.

O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano e Rodoviário de Manaus e Região Metropolitana informou que aguardava até as 14h30 uma definição sobre o pagamento de salários atrasados. Cerca de 600 mil pessoas utilizam diariamente os ônibus da capital.

Sinetran e Governo do Amazonas: trâmites e responsabilidades

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) destacou que os recursos destinados ao custeio do transporte de estudantes da rede estadual foram inicialmente depositados judicialmente, devolvidos ao Estado e aguardam liberação para repasse às empresas. Assim que forem liberados, os salários dos trabalhadores serão pagos integralmente.

O Governo do Amazonas afirmou que sua relação com o Sinetran se limita à aquisição de passes estudantis, sem responsabilidade sobre obrigações trabalhistas.

A demora nos repasses, segundo o Estado, decorre de divergências de contas bancárias entre Sinetran e Prefeitura e do trâmite judicial do depósito.

O prefeito de Manaus ainda fez um apelo ao Sinetram, ao sindicato dos rodoviários e ao Governo do Estado para que haja entendimento imediato, evitando prejuízos a trabalhadores e passageiros:

“O problema do pagamento dos trabalhadores depende de repasses do Governo do Estado. É preciso diálogo e responsabilidade para que não haja mais transtornos à população”, afirmou o prefeito.