AMAZONAS

Mãe se desespera ao descobrir que filho sumiu no Rio Amazonas durante pescaria: ‘ele não sabia nadar’

Adolescente morreu afogado enquanto tentava desengatar linha de pesca no Rio Amazonas. Estado registra uma das maiores taxas de mortalidade por afogamento do país.
Redação Portal Norte
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Um adolescente identificado como Ian Gabriel Cartano, de 17 anos, morreu afogado no Rio Amazonas durante a tarde de sábado (13), em Itacoatiara. O jovem estava pescando na orla, conhecida como “Nego das Pedras”, quando a linha de pesca ficou presa.

Segundo relatos de testemunhas e vídeos que circulam nas redes sociais, Ian entrou na água para desengatar a linha. Em determinado momento, ele sinalizou por socorro, mas não conseguiu retornar à margem.

Outro adolescente que tentava ajudá-lo acabou desistindo devido à forte correnteza do rio. A mãe da vítima foi registrada em vídeo, aos prantos, afirmando que o filho não sabia nadar, o que dificultou ainda mais a situação.

O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente. Mergulhadores localizaram o corpo do adolescente ainda no primeiro mergulho de busca. Em seguida, Ian foi levado ao necrotério do Hospital Regional José Mendes, onde passou por exame e foi liberado para velório.

Afogamentos no Amazonas

O Amazonas apresenta uma das maiores taxas de mortalidade por afogamento do Brasil. Entre 2011 e 2021, o estado registrou uma taxa média de 5,42 mortes por afogamento a cada 100 mil habitantes, ficando atrás apenas do Amapá (6,91) e Roraima (5,84).

Dados do Ministério da Saúde indicam que, entre 2010 e 2023, o Brasil registrou mais de 71 mil mortes por afogamento. Desses, 17,7% envolvem adolescentes de 10 a 19 anos e 8,2% crianças de 1 a 4 anos.

No Amazonas, a situação é preocupante, com destaque para a faixa etária de 20 a 29 anos, que representa 20% dos casos.

Especialistas apontam que a falta de conhecimento sobre segurança aquática, a ausência de supervisão em ambientes com água e a ausência de sinalização adequada contribuem para o alto número de afogamentos.