MANAUS

Menino de 8 anos em Manaus pode perder a audição após ter tímpano perfurado por servidor do TJAM

Oficial de Justiça é afastado por 30 dias após agredir criança em condomínio; menino pode perder audição permanentemente.
Redação Portal Norte
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O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) afastou por 30 dias o oficial de Justiça Fábio Litaiff, suspeito de agredir e perfurar tímpano de um menino de 8 anos dentro de um condomínio na Zona Centro-Sul de Manaus.

A decisão foi tomada pela Corregedoria do TJAM nesta terça-feira (16), enquanto o caso é investigado pela Polícia Civil.

Segundo nota divulgada pelo tribunal, foi instaurado procedimento para apurar as circunstâncias do episódio e, após a conclusão do inquérito policial, medidas administrativas e legais poderão ser aplicadas.

A confusão ocorreu no dia 4 de setembro e ganhou repercussão após a divulgação de vídeos de câmeras de segurança do condomínio.

Nas imagens registradas, a criança aparece correndo ao lado do servidor em uma área comum. Em seguida, Fábio atinge o menino com um tapa no rosto, fazendo-o cair no chão.

O garoto se levanta e reage tentando agredir o agressor, que pega o celular e começa a filmar o menino. Momentos depois, uma mulher se aproxima e questiona a situação.

De acordo com o pai da vítima, ela seria funcionária da mãe da criança e ouviu outra versão do servidor, sem menção à agressão.

Menino pode ficar surdo

A família relatou que o menino teve o tímpano estourado e desde a agressão apresenta fortes dores no ouvido, além de medo de sair de casa, no condomínio em Manaus. Exames médicos estão sendo realizados para verificar se houve perda definitiva da audição.

“Trata-se de um crime bárbaro. Um morador de um condomínio, de forma vil e absurda, criminosa e ilegal, deu um soco com a mão fechada numa criança de 8 anos, causando uma lesão que estourou seu tímpano. Pior, essa criança hoje está sofrendo não só de forma psicológica, mas com fortes dores no ouvido”, disse o advogado da família, Vilson Benayon.

O caso foi registrado no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) como lesão corporal dolosa e injúria. No dia seguinte à agressão, a criança foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito.

A Polícia Civil segue investigando o episódio e poderá indiciar o servidor pelos crimes. O afastamento do cargo é válido por 30 dias, podendo ser prorrogado.