Diego, filho do idoso empresário de 74 anos sequestrado no início de dezembro, falou sobre a angústia da família quase nove meses após o desaparecimento do pai em Manaus.
“A gente está esperando qualquer confirmação de qualquer notícia porque é muito complicado para a gente ficar sem notícia de nada”, disse Diego.
A vítima, um empresário do ramo odontológico, foi levada por criminosos quando saía de casa, no bairro Aleixo, zona Centro-Sul da capital.
Segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), o filho adotivo do empresário foi preso em Manaus suspeito de orquestrar o sequestro.
Ele repassava informações detalhadas da rotina do pai para facilitar a ação da quadrilha, que exigiu R$ 700 mil em resgate.
O idoso foi sequestrado e obrigado a entrar no próprio carro, sendo levada para um cativeiro no bairro Compensa, em Manaus.
Durante o período de sequestro, o empresário teve o celular tomado e foi obrigado a realizar transferências via Pix.
Funcionário do empresário também colaborou
As investigações apontaram que Douglas Oliveira de Lima, conhecido como “Dodo Jogador”, funcionário do empresário, também forneceu informações sobre os hábitos e deslocamentos da vítima, colaborando com o plano dos criminosos.
Apesar do planejamento detalhado, a quadrilha cometeu erros. O grupo utilizou um carro alugado com placas adulteradas e, mesmo após tentar trocar o veículo para despistar os investigadores, um dos envolvidos acabou confessando participação.
Até o momento, quatro pessoas foram presas: o filho adotivo da vítima, Arleson da Silva Pinheiro, João Kayb Damascena Martins e Douglas Oliveira de Lima. Parte do valor exigido, cerca de R$ 100 mil, foi recuperada pela polícia.
Os suspeitos responderão por extorsão mediante sequestro, associação criminosa, porte de munição e tráfico de drogas. Todos já passaram por audiência de custódia.
Três envolvidos permanecem foragidos: José Rodrigues de Souza Junior (“Juninho”), Normando Alves da Silva Neto (“Netão”) e Ruan da Silva Dabella.
A polícia solicita que qualquer informação sobre eles seja repassada ao canal de denúncias 181 da Polícia Civil.
Diego destacou a preocupação com o pai e com a mãe, uma idosa, que sofre com a situação. “É quase um ano em busca de respostas. Qualquer informação será muito bem-vinda. Nós estamos aqui realmente desesperados, esperando por qualquer notícia”, afirmou.