CRIME

Padrasto é preso por estuprar enteada em Manaus; crime foi flagrado pela irmã da vítima

Irmã de 17 anos flagrou os abusos e denunciou à mãe, que acionou a polícia. Homem foi localizado e preso após tentar fugir em Manaus.
Redação Portal Norte
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Um homem, padrasto da vítima, foi preso na última terça-feira (16), por estuprar a enteada de 9 anos em Manaus. A irmã mais velha da criança, de 17 anos, presenciou o crime e denunciou para a mãe.

A delegada Juliana Tuma, da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), conta que a adolescente tinha ido cozinhar na casa da avó, que fica ao lado, e quando voltou, presenciou os abusos com a irmã.

“Essa de 9 e uma de 2 anos de idade que estavam na casa imediatamente ao lado, já que a mãe estava fora da casa trabalhando. Quando ela chegou, ela flagrou esse cidadão cometendo os abusos sexuais contra a sua irmã de 9 anos, ela ficou com muito medo, pegou as duas irmãs, correu para casa da avó, imediatamente levou o conhecimento da genitora, que por sua vez, imediatamente também rompeu o relacionamento com esse cidadão e levou o conhecimento da delegacia”, contou.

Padrasto diz que mostrava as partes íntimas a pedido da enteada

Em troca de mensagens com a mãe da criança, o padrasto justificou o crime afirmando que “apenas assediou” não chegou a consumar o estupro contra a menor de idade.

“Ele alega, inclusive alegou para a mãe, que cometia atos libidinosos. Quando ele fala ali, se ouve, que cometia atos libidinosos, mas não teria consumado a conjunção carnal. Porém, os atos libidinosos também configuram estupro de vulnerável, não só a conjunção carnal, então, é, tão quanto é de onde a ato libidinoso como a conjunção carnal”, afirmou a delegada.

Troca de mensagens entre padrasto e mãe da vítima – Foto: Divulgação/ PC-AM

Após a denúncia, o homem fugiu, mas foi localizado após as buscas da PC-AM na rua Padre Evaristo Wanderley, no bairro Nova Cidade.

“A partir de então esse suspeito foi interrogado ocasião em que disse que negou os abusos, porém afirma que mostrou seus órgãos genitais à criança porque, segundo ele, ela pediu, ou seja, tentando justificar o injustificável com alegações completamente desarrazoadas”, completou.