POLÍTICA MANAUS

Vereador e assessores são presos em operação contra organização criminosa na Câmara de Manaus

Vereador e assessores são presos em operação contra esquema de corrupção dentro da Câmara Municipal. Investigação aponta uso indevido da máquina pública, incluindo suspeitas de 'rachadinha'.
Redação Portal Norte
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O vereador Rosinaldo Bual (Agir) foi preso na manhã desta sexta-feira (3) em Manaus durante uma operação deflagrada pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO).

A ação teve como alvo uma organização criminosa que, segundo as investigações, atuava dentro da Câmara Municipal de Manaus (CMM).

Além do parlamentar, dois de seus assessores também foram presos. A operação cumpriu mais de 10 mandados de busca e apreensão e de prisão em diferentes pontos da capital.

Parte das diligências ocorreu no gabinete do vereador, dentro da sede do Legislativo municipal.

Esquema investigado

De acordo com o MP-AM, a investigação aponta suspeitas de participação de servidores públicos, políticos e possivelmente empresários em práticas ilícitas ligadas ao uso indevido da estrutura da Câmara. Entre os crimes investigados estão esquemas de “rachadinha” e outras irregularidades.

O Ministério Público destacou que a operação não tem relação com tráfico de drogas, como havia sido divulgado inicialmente. O foco da apuração é a atuação de uma rede criminosa que usava a máquina pública em benefício próprio.

Coletiva de imprensa

Uma coletiva marcada para as 10h desta sexta-feira (3), na sede do MP-AM, deve detalhar os resultados da operação.

A expectativa é que sejam apresentados o número exato de prisões, provas coletadas, o funcionamento do esquema criminoso e a posição dos investigados dentro da organização.

Próximos passos da investigação

Segundo o GAECO, a operação busca desarticular o esquema de forma completa, alcançando todos os envolvidos. A partir da apresentação das provas, o caso deve avançar para a definição das responsabilidades criminais dos presos e dos demais investigados.

O vereador e os assessores serão ouvidos pela autoridade policial, enquanto as equipes de investigação seguem analisando documentos e materiais apreendidos nos mandados cumpridos em Manaus.