SAÚDE

Carretas de saúde do governo federal começam atendimentos especializados; programa inicia pelo Amazonas

Programa federal leva atendimento especializado em carretas para regiões com difícil acesso, começando pelo Amazonas com foco em saúde da mulher e oncologia.
Redação Portal Norte
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O Ministério da Saúde iniciou nesta sexta-feira (10) o programa “Agora Tem Especialistas”, que leva atendimento médico especializado por meio de unidades móveis a regiões com dificuldade de acesso a serviços de saúde. 

A ação começa no estado do Amazonas e inclui 16 carretas distribuídas em 14 estados, oferecendo atenção à saúde da mulher, entre outros serviços.

O secretário-executivo e ministro em exercício Adriano Massuda explicou, em entrevista exclusiva ao Grupo Norte de Comunicação (GNC), que a iniciativa busca reduzir filas e tempos de espera para consultas e procedimentos, principalmente em regiões de difícil acesso, como a Amazônia.

“Estamos levando hoje atendimento especializado por meio de unidades móveis, carretas, iniciando hoje, são dezesseis carretas em catorze estados. Eu tô aqui no Amazonas, onde logo mais estaremos na cidade de Humaitá, oferecendo atendimento na área da saúde da mulher”, disse Massuda.

Serviços oferecidos pelas carretas

As carretas oferecem um conjunto de serviços, incluindo prevenção e diagnóstico de câncer de mama e de colo de útero, consultas médicas e exames ginecológicos, como ultrassom transvaginal e pélvico. Procedimentos como punção de mama, biópsias e exames anatomopatológicos também estarão disponíveis.

O secretário destacou que os atendimentos são realizados em parceria com secretarias municipais e estaduais de saúde, responsáveis por organizar as filas e agendamentos.

“São serviços ofertados em conjunto com as secretarias municipais e estaduais de saúde, que organizam a fila para o atendimento nessas carretas”, afirmou.

Priorização e redução de desigualdades

O programa foi desenhado para reduzir desigualdades e levar atendimento especializado a locais onde a oferta é limitada. Além da saúde da mulher, a iniciativa contempla oncologia, cardiologia, ortopedia, otorrinolaringologia e oftalmologia, áreas prioritárias onde filas e tempos de espera podem impactar o tratamento.

“Estamos utilizando unidades móveis, mobilizando a rede pública e privada, para chegar mais próximo da população e ofertar atendimento especializado, fortalecendo o SUS”, explicou Massuda.

Ele destacou que, na Amazônia, algumas cidades contam com estrutura assistencial, mas carecem de profissionais. Nessas situações, o programa aloca médicos e serviços especializados por meio do Mais Médicos e contratação de equipes volantes.

Também há planos de incluir unidades fluviais e navios-hospital para alcançar regiões isoladas.

Logística e acesso

Sobre o acesso da população aos serviços, Massuda explicou que o agendamento é descentralizado, coordenado pelas prefeituras e secretarias estaduais.

“A população começa chegando na unidade básica de saúde ou numa unidade de emergência, é feito um encaminhamento, e a coordenação de todo esse processo é feita pelas secretarias municipais de saúde”, disse.

A escolha dos municípios atende a critérios de maior demanda, necessidade e capacidade logística, garantindo que regiões com filas mais longas e menor oferta de serviços sejam priorizadas.

Continuidade do tratamento

O programa também garante que, após o atendimento especializado, o paciente tenha continuidade no cuidado. As unidades básicas e de saúde da família recebem apoio para dar seguimento ao tratamento, incluindo a dispensação de medicamentos por meio do Programa Farmácia Popular.

“O serviço especializado é uma passagem: é feito o diagnóstico, iniciado o tratamento, e depois a continuidade ocorre nas unidades básicas de saúde”, afirmou Massuda.

Metas e impacto

Cada carreta prevê 1.520 atendimentos em 30 dias. Somente nesta etapa da saúde da mulher, estima-se que 42.560 mulheres sejam atendidas. O investimento federal previsto é de R$ 56,8 milhões, reforçando a capacidade do SUS e o diagnóstico precoce de câncer ginecológico, aumentando as chances de tratamento e sobrevivência.

“Essa ação reflete na oportunidade de mulheres terem mais tempo de convivência com suas famílias. Não é pouca coisa o que representa o fortalecimento do SUS para a vida das pessoas”, completou o ministro.

Convite à população

Massuda reforçou o convite para que a população participe da ação e cuide da própria saúde:

“Procurem suas unidades de saúde. O governo federal estará sempre ao lado, buscando qualificar o SUS para atender melhor a população brasileira”, concluiu.