No Acre, a bicicleta tem deixado de ser apenas um meio de lazer ou prática esportiva para ocupar um lugar cada vez mais importante na rotina dos trabalhadores.
Com mais de 30 mil pessoas utilizando este veículo para se deslocar até o trabalho, o estado figura na segunda posição no ranking nacional, ficando atrás apenas do Amapá.
Segundo dados do Censo 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (9), 13,3% dos trabalhadores acreanos que precisam se locomover diariamente até seus locais de serviço optam pela bicicleta. A marca chama atenção e reflete um conjunto de fatores locais que favorecem esse tipo de transporte.
Entre as principais razões para esse cenário estão o tamanho reduzido das cidades, que torna os trajetos mais curtos, e a presença considerável de ciclovias, especialmente na capital, Rio Branco, onde projetos de mobilidade urbana têm priorizado rotas seguras para ciclistas nos últimos anos.
Apesar da relevância do uso da bicicleta, a motocicleta ainda lidera o ranking de transporte para o trabalho no Acre, com 32,5% dos deslocamentos. Em seguida aparecem o carro (25,4%), o deslocamento a pé (16,7%) e o ônibus (7,1%).
Brasil ainda é movido a carro, ônibus e moto
O levantamento do IBGE mostrou também, pela primeira vez, um raio-x do transporte que os brasileiros mais utilizam para ir ao trabalho.
O automóvel é o principal meio de locomoção no país (32,3%), seguido por ônibus (21,4%), motocicleta (16,4%) e o deslocamento a pé (17,8%).
Embora o número de ciclistas ainda seja proporcionalmente pequeno em nível nacional, com 6,2% da população ativa utilizando a bicicleta (cerca de 4,4 milhões de pessoas), os dados revelam um movimento crescente por alternativas mais sustentáveis e acessíveis.
O Censo também apontou fortes diferenças regionais. O Norte e o Nordeste lideram no uso de motocicletas, enquanto Bahia, Alagoas e Pernambuco têm os maiores percentuais de pessoas que vão a pé para o trabalho.
No topo do uso da bicicleta estão Amapá (17,4%), Acre (13,3%) e Mato Grosso do Sul (12,6%), evidenciando como o perfil urbano e a infraestrutura local influenciam diretamente na escolha do meio de transporte.